VI Máxxxima Rock

Publicado por Fósforo Cultural Em 27 - maio - 2010 1 COMMENT

Por Agatha Couto

Nessa sexta, 28, e no sábado, 29, tem o VI Máxxxima Rock, no Rock´n Gol, em Goiânia. O evento junta duas bandas de Brasília, Gramofocas e Os Dinamites, com duas de Goiânia, Woolloongabbas e Shakemakers. Os ingressos tem precinho camarada para os 200 primeiros a chegar: R$ 15 para mulheres e R$ 20 para homens.

Amanhã, tocam Gramofones e Woollongabbas. No sábado, fecham o Máxxxima Os Dinamites e os Shakemakers. Ainda tem chance para quem quiser entrar grátis ou garantir o desconto. Você pode deixar o nome na lista da comunidade do Orkut do Rock N´Gol e participar dos sorteios por cortesias:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=93637831

Programação:

Sexta 28/05

Gramofocas (DF)

www.myspace.com/osgramofocas
Woolloongabbas
www.myspace.com/woolloongabbas
Sábado 29/05

Os Dinamites (DF)
www.myspace.com/osdinamites

Shakemakers (GO)
www.myspace.com/shakemakers

AS BANDAS:

Gramofocas (DF)

Com músicas como “Eu queria comer a Raquel”, “Vem Bem Vamos para o Rodeio” e “Ela só pensa em apanhar”, o trio da capital federal promete um show divertido para os roqueiros bem humorados. Como é divulgado no MySpace deles, a banda começou com três amigos que gostavam de punk rock, na velha e clássica escola Ramones. As influências são o rockabilly, country, rock nacional na linha Cascavelletes, Léo Jaime e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, resultando no que se convencionou chamar de punkabilly.

www.myspace.com/osgramofocas

Woolloongabbas (GO)


Woolloongabbas, banda que está na estrada há mais de 1 ano e meio, tem a origem do seu nome da Austrália. O nome significa Blues num dialeto local. Isso porque a banda é fortemente influenciada pelo AC/DC, banda de Hard Rock daquele país. Além do Hard Rock, o Blues de B.B. King e o Rockabilly de Elvis Presley também são influências da banda. Tudo isso regado a muito álcool e alegria nos shows. Integrantes: Jordão Alves Vilela (voz), Rhuan (baixo), Lucas Mateucci (guitarra), Éder (guitarra) e Hélio (bateria).

http://www.myspace.com/woolloongabbas

Os Dinamites (DF)

Misture Rock and Roll, topetes, muita diversão e acenda o pavio! Está feita a combinação nitroglicerinada da banda. Os Dinamites: um quarteto que invadiu os palcos em 2007, e se destacou com um Rockabilly explosivo e original.

Com hilárias composições romântico-canastronas flambadas a whiskey e versões dos mestres dos anos 50, a química é certa: muita diversão vinda de cima do palco, resultando em um show energético e dançante. A banda vem ganhando espaço na cena rock brasiliense e nacional, e promete muito mais pela frente.

www.myspace.com/osdinamites

Shakemakers (GO)

O furação do Centro Oeste, os Caipiras do apocalipse. Os caras mais velhos, bebuns e fominhas de palco do estado de Goiás. Há alguns anos na estrada, a banda Shakemakers faz rock and roll old school, ácido, explosivo e passional, com letras carregadas de ironia e um humor acido. Famosos pelos shows explosivos carregados de energia e qualidade instrumental. Foram os únicos artistas goianos a participarem do disco Vou tirar você desse lugar (Tributo a Odair José), escolhendo interpretar a musica de abertura da polemica Ópera Rock – O Filho de José Maria (obra prima ainda não devidamente reconhecida do famoso cantor das massas).

http://www.myspace.com/shakemakers

IV Máxxxima Rock

Local: Rock n’ Gol
Ingressos: $15M / $20H (preço válido p/ os 200 primeiros)
Horário: 22hs
Proibida a entrada de menores de 18 anos.
Fósforo Cultural

www.fosforocultural.com.br

http://twitter.com/fosforocultural

Fábrica Cultura Coletiva
Escritório Fósforo e loja.
Rua 3, Centro.

Bananada Banda a Banda

Publicado por Fósforo Cultural Em 27 - maio - 2010 1 COMMENT

Reviews Bananada 2010

Nosso repórter Pietro Bottura acompanhou todos os shows, de todos os dias do Bananada 2010 (de 19 a 23 de maio). Você vê aqui a análise de cada banda, seguindo a ordem de apresentação. Uma análise geral do festival está no post anterior: http://www.fosforocultural.com.br/index.php/2010/05/27/bananada-2010-visao-geral-do-festival/

Fotos de Ana Rachel Gomide.

Quarta-feira, 19/05, Bolshoi Pub

Brown-Há (BSB)
Enérgicos e concisos, os cinco integrantes do Brown-Há fecham dentro de seu ciclo um tipo clássico de auto-sustentabilidade sonora. Talvez pela estrutura acústica do Bolshoi ou pela tranqüilidade em palco que a banda mostra, a questão é que o show é agressivo, mas tem recursos técnicos para garantir que a apresentação não se encerre em atenção visual.

As letras em português são cantadas por um vocalista sem nenhum instrumento em mãos, algo meio raro hoje em dia. Na mesma linha, a individualidade instrumental garante que o som não fique borrado por interferências entre os instrumentos. A junção dessas harmonias diferentes traz à banda um som claro, mas bem construído. É possível ver que, apesar da postura despretensiosa da banda, existe um conceito musical imbuído nas composições instrumentais além da diversão.

Também é possível – e bem fácil – ouvir com clareza o que cada um dos integrantes do Brown-Há diz, e a platéia absorveu e cantou junto os refrões melosos da banda de abertura do Bananada/10.

Mersault e a Máquina de Escrever (GO)
Com o lançamento do CD “Passagem”, o Mersault e a Máquina de Escrever chegam a um novo patamar em seu nicho musical. Ser a única banda local entre as escolhidas para a abertura do Bananada já mostra o respeito que o Mersault tem na cena alternativa goiana, e o número de expectadores que chegou ao Bolshoi para ver a banda só provou que essa escolha foi muito bem tomada.

As letras continuam sendo um ponto de atenção da banda; profundas em seu sentido, mas simples o bastante pra se entender sem precisar ir muito longe. Apesar das palavras serem “jogadas” ao invés de construídas, há uma linha que conecta o que se dizer com o que se ouve.

O casamento entre o vocal e o instrumental é um ponto forte das composições, que suam e choram ao mesmo tempo, numa sensação de ansiedade e reflexão. Sensação que tem o racional pela parte lírica e o coração pelo baixo bem pontuado com a bateria, apoiados na massa de fundo alcóolico das guitarras.

Rinoceronte (RS)
Despontando em elogios pelo país, o Rinoceronte lembra, de início, aquele som que vibra na garganta de bandas clássicas como Black Sabbath e Grand Funk Railroad. O power trio sabe exatamente como fazer para conseguir definição sem precisar de número, e em várias partes o uníssono entre guitarra e baixo gera um timbre específico, bem construído, pouco encontrado em bandas atuais.

As letras, em português, são encaixadas no instrumental ao invés de conduzirem a música, o que pode inicialmente causar um certo estranhamento. Ao se acostumar os ouvidos, entretanto, esse tipo de composição parece deixar as músicas mais fluídas e leva a atenção ao conjunto como um todo e não só às letras. É possível ver um grande potencial musical na banda em sua releitura setentista que, apesar de viver numa época de revivals da década de consolidação do rock, consegue manter originalidade nas composições e ser algo novo soando clássico. Meio que um bootleg que você gostaria de ter encontrado; um vinil antigo gravado em cd que não perdeu a qualidade.

Quinta-feira, 20/5, Capim Pub + Metrópolis

Capim Pub

Chacina (GO)
A cozinha forte e a estrutura vocal puxada para o rap lembram o Rage Against the Machine numa versão mais crua, mas a semelhança para por aí. O Chacina faz um som próprio, direto, juntando o groove e o peso de forma natural. Apesar de começar o segundo dia do Bananada, já havia um bom público no Capim Pub e o Chacina fez um ótima abertura de noite.

Fígado Killer (GO)
Gritando, nervosos, estourando os tímpanos de todo mundo. Esse é o Fígado Killer, com sua versão em português para Ace of Spades (Motorhead) e a completa ausência de momentos sentimentais nas músicas. A banda é um soco do início ao fim, sem descanso, sem gelo e pedindo a próxima. Ai meu Fígado Killer.

Desastre (GO)
Um dos clássicos da cidade, o Desastre trouxe ao Capim seu show bélico sem mostrar sinais de piedade. As luzes baixas e o som estourado fazem as letras e a estética da banda serem uma extensão da música, ilustrando perfeitamente o que se ouve e a imagem que a banda exibe no palco.

WxCxM (GO)
Provavelmente o show mais animado da noite, o WC Masculino volta aos palcos depois de algum tempo e o público vem junto. As rodas não pararam um minuto, nem pela banda nem pelos presentes. A bateria continua deixando a boca aberta, mas ficar parado não é uma opção válida. Depois de tanto suor e calor, a noite no Capim Pub acabou. Mas o Caos continuará.

Metrópolis

Trivoltz (GO)
Ao contrário do terror do Capim Pub, o Metrópolis teve em suas três bandas momentos calmos, variando entre a psicodelia e o instrumental bem feito de bandas como o Trivoltz. A banda estava bem ensaiada e o show foi tão bem feito em sua execução que, do lado de fora, parecia se tratar de um CD e não de uma banda. A escolha das letras, sobre amor e desilusão, encaixam-se perfeitamente na estética musical da banda.

Dawnfine (GO)
Com uma formação inesperada de dois teclados e um vocalista, o Dawnfine pareceu um clipe dos anos 80 invocado para o palco. Os sintetizadores dão ao grupo eletrônico um rosto conhecido, popularizado por bandas como Krafwerk e Depeche Mode. O som se encontrou facilmente no ambiente retro do Metrópolis, auxiliado pela iluminação e decoração da casa, levando o conceito da banda a um bom ponto de expressão. Com certeza, uma das bandas que mais chamou a atenção por seu som pouco convencional.

Plastique Noir (CE)
O grupo cearense foi o contrário do que se espera de uma banda vinda da terra das praias e do Sol rachante de Fortaleza. O Plastique Noir cria um ambiente gótico, depressivo, numa mistura entre o synthpop, o new wave e uma versão um pouco mais limpa do Marylin Manson. Na apresentação do Bananada o grupo tocou músicas do novo CD “Dead Pop”, elogiado pela crítica e que vem colocando a banda em outros diversos festivais de grande porte no país.

Sexta-feira, 21/05, Centro Cultural Martim Cererê

Coerência (GO)
O hardcore do Coerência não encontrou muita gente no começo do terceiro dia do festival, mas conseguiu dar um bom show para os poucos presentes – em maioria, fãs da banda com camisetas e letras decoradas. A banda, ainda nova na cidade, já começa a formar um bom público e conseguir seu lugar na cena goiana, melhorando a cada apresentação e deixando a entender que o potencial que tem vai ser bem usado. Detalhe: o show teve duração de dez minutos por problemas da produção.

Ultravespa (GO)
Influenciados pelo rock sessentista, Beatles, Cascavelletes e The Kinks, o Ultravespa representa no Bananada o clássico rock gaúcho. As letras em português casam perfeitamente com o instrumental do trio, conciso e simples por escolha. O som cru dá à banda seu maior diferencial, dispensando firulas e fazendo um som carismático, gritado e sussurrado na medida exata para não se deixar de prestar atenção num único segundo. Detalhe 2: o show teve duração de quinze minutos por problemas da produção.

Demosonic (GO)
É tanta coisa pra se prestar atenção no Demosonic que não tem como falar de tudo. A bateria em viradas constantes, as supersonics gritando e o baixo rouco fazem a gente pensar se o Sonic Youth não é goiano. O show foi agressividade do início ao fim, sem pausas, usando a microfonia como um instrumento à parte e embalando o público em sua psicodelia caótica.

Death From Above (GO)
Uma das bandas de punk mais antigas da cidade, o Death From Above seguiu a tradição de fazer um show pra ninguém botar defeito em sua mais recente formação. É hardcore sem frescura, sobre terror e guerra, de cordas estourando nos falantes e bateria convulsiva. A banda já fez diversas tours fora do país, além de trazer diversos nomes internacionais para a cidade e estar prestes a lançar um novo CD.

Sex on The Beach (PB)O trio instrumental de surf music misturou às músicas próprias diversos covers de Dick Dale, músicas regionais brasileiras e muita pose. A equalização e o cruzamento entre os instrumentos foi feita de maneira milimétrica; as músicas foram tão bem tocadas que, se alguém errou, ninguém percebeu. A banda disse poucas palavras durante o show, mas animou a platéia em diversos momentos e chamou o público para perto do palco, batendo palmas e dançando as músicas. Apesar do baixista emprestado, o entrosamento dos integrantes pareceu vir de longa data, e a escolha do repertório não deixou a apresentação enfadonha – perigo que toda banda instrumental encontra e que o Sex on The Beach pareceu nem lembrar que existe.

Comma (SP)O duo de pop-folk de São Paulo deu um show íntimo, pontuado entre conversas despretensiosas e uma timidez que não se imaginaria em uma banda com a popularidade do Comma. As músicas são compostas por violão e bateria, deixando o peso de lado e investindo numa postura serena de baladas românticas e canções sobre o dia-a-dia.

Nublado (PB)
A paraibana Nublado mostrou um som calcado no indie e no britpop dos anos 90, com melodias claras, remetendo a nomes como Strokes, Interpol e Oasis. O nome da banda certamente deriva da temática de fuga da banda, não do instrumental brilhante e limpo, construído para soar alto. As guitarras pontuam com bastante segurança as linhas de vocal, explodindo e sugerindo com dinâmica os pontos altos e baixos de cada música. Num momento em que a cena alternativa brasileira prima por sons como o do Nublado, é fácil fazer uma previsão de um bom lugar para a banda se a mesma continuar na vibração competente que mostrou no Bananada.

Vida Seca (GO)
Com instrumentos feitos de pedaços de sucata, a banda instrumental fez uma apresentação que fugiu do óbvio e se mostrou uma banda no mínimo exótica. Apesar da escolha improvável de instrumentos, das intervenções de músicas regionais e mediterrâneas, o grupo conseguiu clareza ao expressar sua musicalidade pouco convencional, deixando os espectadores intrigados com a apresentação da banda.

Camarones Orquestra Guitarrística (RN)Apesar do nome, a Camarones tem suas guitarras como ponto principal, mas não pára por aí. Os teclados e cozinha criam um fundo perfeito para as diversas transgressões construídas pelo duo de guitarras da banda, que compensa a ausência de um vocal com linhas que ficam na cabeça já na primeira vez em que são escutadas. A parte da Orquestra provavelmente se dá pela diversidade das composições, que, apesar de encabeçadas por timbres específicos do indie e do rock, não se prendem a nenhum tipo de música específica, fazendo a apresentação da banda pular de danças instrumentais a noise-rock, lembrando o que seria o White Stripes com uma cozinha de eletro-indie.

Nevilton (PR)

Como um dos novos nomes que são alvo de atenção na cena alternativa brasileira, o Nevilton mostrou porque seu pop-rock lhe rendeu tanta resposta dentro e fora do país. Apesar das influências estrangeiras claras, a banda parece se encaixar mais no movimento nacional do indie tranquilo, sem pressa, popularizado por bandas como o Los Hermanos. Mas, em outro caminho, as letras fogem de temas depressivos e falam de alegria, amor e da busca pela vitória na vida.

Johnny Suxxx & The Fucking Boys (GO)Mais um show cheio de provocação, destruição e falta completa de modos. O Johnny Suxxx & The Fucking Boys encontrou o Cererê pronto para o abate e fez questão de usar o repertório do novo CD, “Zebra”, para mostrar que ainda tem muita coisa pra acontecer antes do fim do noite. Provavelmente num dos melhores shows da sexta, a performance ensandecida da banda manteve à banda o seu lugar de melhor banda glam da cidade. A última música foi “Cold Queen”, do MQN, já que “alguém tem tocar já que o MQN não vai tocar no Bananada pela primeira vez esse ano!”.

Procura-se Quem Fez Isso? (RS)
Quatro indivíduos vestidos de preto, com lanternas em chapéus de obra e um som dançante à la Franz Ferdinand. De todas as coisas que se podia esperar de uma banda com esse nome, essa era uma das últimas opções. O show foi um banho para a mente, exalando pele e obrigando o teatro cheio ao contato humano no escuro. Uma experiência que, moldada pela música ao mesmo tempo competente e nem aí da banda, completa a apresentação como um show único.

Comunidade Ninjitsu (RS)

O eletro-funk carioca debochado do grupo, esquecido no tempo e relembrado pelo hit “Meu pai é detetive” trouxe um show animado para a primeira noite no Cererê. Como um dos headliners do Bananada, a Comunidade Ninjitsu pegou um teatro lotado até as portas, e apesar da escolha ser bastante estranha para a temática do festival, parece que bastante gente gostou da apresentação do grupo.

Gloom (GO) Com um novo CD em vista, a Gloom parece pronta para o ápice de suas composições a todo momento, e o show do Bananada serviu como um aperitivo do que vem pela frente. A cada apresentação a banda se renova musicalmente e usa seu carisma da melhor forma possível, fazendo quase impossível não prender os olhos no grupo e escutar o ska-samba que a Gloom trouxe para a cidade. Saindo do teatro abarrotada de elogios, a banda se mostrou em casa, mais do que pronta para encabeçar a noite de um festival do porte do Bananada.

Violins (GO) Fechando a noite, o Violins fez uma apresentação intimista, sobre conflitos existenciais e sofrimento. O show teve duração de aproximadamente duas horas e contou com músicas novas, do CD “Greve das Navalhas”, lançado pela Monstro Discos. As novas composições trouxeram um material mais pesado para a apresentação, ao contrário do tipo de música com o qual a banda é geralmente associada e essa mudança de estilo teve uma boa receptividade por parte do público. Fato triste o novo CD não ter chegado a tempo para venda no festival.

Sábado, 22/05, Centro Cultural Martim Cererê

¡Oye! (GO)Pela primeira vez no Bananada, a ¡Oye! abriu a noite de sábado com seu folk-pop influenciado por Los Hermanos e Beirut. A voz tem profundidade, naquele tom grave e meio falado que traz um toque doce pra qualquer música. O instrumental, agora com novo baixista, completa as composições em violão e é cheio, mas pouco intrincado. O som, no resultado final, é leve de se ouvir, tanto na temática quanto na sonoridade, chegando à fórmula mágica de uma música que quebra barreiras por ser bonita de se ouvir.

Space Monkeys (GO) Uma das melhores e mais novas bandas do festival, o Space Monkeys é fortemente influenciado pelo rock dos anos 90, como Foo Fighters e QOTSA. As duas guitarras tocam a mesma coisa em poucas partes, mas não se embolam e definem bem as melodias, numa massa bem definida de peso e harmonia, apoiada pela base sólida da cozinha. Todos os integrantes parecem dominar bem seus instrumentos e a banda tem integridade como um todo. Apesar das desculpas do vocalista Edimar de estar se acostumando em tocar e cantar ao mesmo tempo, se ninguém avisasse, provavelmente se consideraria que é uma banda com 10 anos de formação e muita estrada percorrida – fato curioso pra uma banda que tem pouco mais de seis meses.

Moka (GO)Falar que o multiinstrumentista Moka é uma figura antiga da cidade não chegaria nem perto de dizer o número de bandas pelo qual o mesmo passou e pela qualidade das mesmas. Alternando entre a bateria e o vocal, Moka fez uma apresentação inusitada, entre o funk de James Brown e o swing de Tim Maia. A big band de metais e cordas deixou o público surpreso pela sua capacidade musical, e o carisma do baterista-vocalista que dá nome à banda mostra que a segurança de palco foi conquistada com muita satisfação ao longo dos muitos anos em experiências musicais.

Necropsy Room (GO)
O Necropsy Room se estabeleceu há muito tempo em Goiânia como uma das mais renomadas bandas de Trash Metal da cidade, tocando ao lado de nomes como Sepultura, Angra, Deep Purple e (muitos) outros grandes nomes do estilo. É possível perceber a influência de grandes nomes como Slayer e Pantera no som, trabalhado ao ponto máximo e focado em técnica e profissionalismo, o que faz do Necropsy Room uma referência ao se falar do metal goiano.

Bruto (DF)
Junto com o Necropsy Room, o Bruto, de Brasília, representou o Trash Metal no Bananada 2010. Cheio de harmônicos, cavalgadas, pedais duplos e outros pontos básicos do metal, o Bruto é metal old school em português, influenciado por bandas consagradas do estilo, como Metallica. Uma mistura pouco convencional, mas que deu casou bem no caso da banda brasiliense.

Fadarobocoptubarão (MG)
O Fadarobocoptubarão é um trio instrumental de metal, crossover, stoner e hard rock. Estranho? Com certeza. Mas a qualidade do grupo é inegável e chamou a atenção dos presentes com uma paulada na cara. O lado cômico da banda ficou só na apresentação e no nome, mesmo, porque as músicas são intensas, cheias de quebradas e progressões de diferentes estilos juntas num mesmo contexto, jogando estilos próximos no liquidificador e criando uma só coisa nova. O Fadarobocoptubarão distribuiu idéias pros espectadores e interpretou tendências musicais ortodoxas como coisas que não devem ser respeitadas ao pé da letra, atitude ousada e original por parte da banda.

Vendo 147 (BA)
A idéia do Vendo 147 de bateristas-clones já é, de começo de conversa, uma coisa que faria até alguém sem curiosidade nenhuma querer ver a banda. Mais uma instrumental no Bananada, a banda, que conta com dois guitarristas, dois bateristas numa mesma bateria e um baixista conseguiu chegar na mistura improvável entre o Sonic Youth e o glam, entre o Stooges e o nu-metal. É um negócio meio difícil de se definir, mas que é rock, no sentido mais amplo da palavra. E isso, pra quem gosta, já é mais do que argumento pra dizer que a banda é ímpar no som que faz.

Motherfish (GO) A banda goiana deu ao Bananada mais um show cheio de efeitos, letras cantadas com a platéia e uma sensação de que alguma coisa ficou faltando no fim do show. As músicas são iguais e diferentes ao mesmo tempo, entrando num processo hipnótico que acompanha o estado de transe da banda. Como sempre, a veterana Motherfish fez um show muito bem tocado e elogiado.

Some Community (SP)
A banda de São Paulo é formada só por garotas, com exceção do guitarrista Fernando Fernandes . Mas não se engane: elas tocam melhor que muito marmanjo por aí e botaram o Martim em fogo no sábado. O Some Community passeia entre o eletro e o indie, na fórmula bem conhecida do não-conseguir-não-se-mexer ao ouvir. E ao tocar. E ao passar pela porta do teatro onde elas se apresentavam. A banda é original e chama a atenção não só pelo aspecto visual (e que aspecto visual!) como também pela energia do som, sutilmente sugerido entre explosões de bateria e intervenções bem calculadas das cordas e teclados. Depois disso tudo, o show acabou com pedidos de bis sem fim, deixando uma dor na platéia que só vai ser curada com a próxima vinda da banda na cidade.

Vícios da Era (GO)
O pop funkeado do Vícios da Era é descompromissado, escolhendo a libertação ao invés da reclamação e abusando de quebradas para tornar o som dançante. A banda trouxe um grande público para o Martim Cererê e se mostrou competente na proposta de sua escolha musical, ficando à altura de grandes nomes da música pop brasileira. Bem produzido, cantado e tocado, o Vícios da Era é uma banda de boa reputação e mostrou a que veio.

Caldo de Piaba (AC)Instrumental, funk, jazz, experimental, psicodélico, jams e um nome estranho. A combinação fez do Caldo de Piaba algo digno de se ver, prazeroso e viajante na medida de engrossar a sopa. São várias referências e releituras, fazendo o Caldo de Piaba parecer uma banda de improviso – o que, provavelmente, não deve passar muito longe do conceito da banda. Os integrantes mostraram um ótimo entrosamento, tranqüilos nas músicas e no contato com o público, provando que o Acre não só existe como exporta boa música.

Plástico Lunar (SE)
O rock old school psicodélico do Plástico Lunar supreendeu pelos teclados e pela bateria, mas a banda toda é merecedora de elogio. As melodias são cheias de guitarras e baixos marcantes, trazendo à tona nomes como Who e Pink Floyd. Os vocais desleixados exprimem perfeitamente a postura descompromissada da banda, humilde como uma banda de seu porte geralmente é.

Mechanics (GO)Mais uma vez os Mechanics invadem o palco, gritam, quebram e balançam o lugar sem pedir licença. Mais um show recheado de músicas da qual se entende poucas palavras mas se pega o sentido da coisa perfeitamente: a idéia é perpetuar o caos. A noite de sábado estava esperando pelo Mechanics, e o Mechanics chegou, viu e venceu.

La Hell Gang (Chile)
O trio chileno falou pouco com o público, mas compensou a ausência de discurso com um som bem feito, apoiado em grandes bases do rock setentista como Grateful Dead e Led Zeppelin. As guitarras cheias de wah-wah foram muito bem elaboradas, calculadas sobre o baixo uníssono e as viradas de bateria. O La Hell Gang lembrou bastante um Jimi Hendrix Experience latino, com faixas na cabeça e botas de couro de uma época distante.

Black Drawing Chalks (GO)Fechando a noite principal do Bananada, o BDC deu um show cheio de pose, luzes, coros, pedidos e energia. A extensão do show permitiu que fossem tocadas músicas do primeiro e segundo CDs e de músicas novas, como Red Love e Zimmer Down. Desnecessário dizer a reação da platéia à banda e o conforto com o qual se apresentaram na Martim Cererê, olhando todo mundo no olho e tocando os pedidos de música dos presentes com satisfação.

Domingo, 23/05, Ambiente Skate Shop

Dedo Sem Osso (GO)
A banda de grindcore/HC fez sua primeira apresentação no Bananada pouco antes do aquecimento do campeonato “Massacre na mini-ramp”, simultâneo ao último dia do festival. Formada por skatistas já conhecidos da Ambiente, a banda esquentou o lugar e chamou o público pros microfones, rodas de hardcore e espaço em que a banda se apresentava, acabando com a divisão de palco e dispensando frescuras. Com a música “Cão Sarnento”, tocada 3 vezes, tiveram o(s) ponto(s) alto(s) do show.

Hellbenders (GO)O Hellbenders se apresentou mais cedo, logo ao término do campeonato que acontecia na loja. Isso quer dizer que o show estava tão lotado quanto poderia estar, e todo mundo parou pra ouvir a banda, que fez uma de suas melhores apresentações nos últimos tempos. As músicas novas, gravadas no Rocklab, mostram uma evolução gigante da banda e consolidam a mesma na cena local sem qualquer dúvida. O fim do show contou com a participação de Renato, guitarrista do BDC, na música “Hurricane”.

Waldi e Redson (GO)
A dupla caipira (?) formada por Chelo (ex-Dead Smurfs) e Diego de Moraes (da banda homônima) foi a banda mais inusitada de domingo. Com releituras de clássicos da viola e músicas próprias, a dupla fez a apresentação no estilo modão, com vocais tremidos e narrativas rurais sobre armas, gaivotas e fura olho dos brothers timbrera.

Bang Bang Babies (GO)
Chapados e nem aí pra nada como sempre, os Bang Bang Babies deram a porcentagem de sujeira e garagem que faltava pro Bananada no domingo. Seguindo a tradição que eles mesmos criaram, a banda deu um show que foi pura energia, volume e gritaria – provavelmente, o melhor show do dia.

Twin Pines (SP)
A última banda dos cinco dias de festival foi o Twin Pine(s), banda indie paulistana que agradou ao público com seu vocal-chiclete e suas melodias pop. A banda toca um hardcore californiano puxado para o emo-pop de bandas como Death Cab for Cutie e o Weezer.

Publicado por Fósforo Cultural Em 27 - maio - 2010 ADD COMMENTS

Fósforo Cultural apresenta:

VI Máxxxima Rock – 28 e 29/05



Sexta – 28/05

Gramofocas (DF)
www.myspace.com/osgramofocas

Woolloongabbas
www.myspace.com/woolloongabbas

Sábado – 29/05

Os Dinamites (DF)
www.myspace.com/osdinamites

Shakemakers
www.myspace.com/shakemakers

Local: Rock n’ Gol
Ingressos: $15M / $20H (preço válido p/ os 200 primeiros)
Horário: 22hs
Proibida a entrada de menores de 18 anos.

Bananada 2010 – Visão geral do festival

Publicado por Fósforo Cultural Em 27 - maio - 2010 ADD COMMENTS

Por Pietro Bottura
colaboração de Agatha Couto

Sobre a produção do festival

Antes de mais nada, é primordial notar a extensão do Bananada 2010. Contando com 45 bandas, sem leis captadas até o início do festival, houve uma movimentação de aproximadamente 4 mil pessoas entre os cinco dias evento e os cinco lugares diferentes em que foi feito.

Do dia 19 ao dia 23 de maio, bandas de 10 Estados brasileiros e uma banda do Chile (La Hell Gang) tocaram em Goiânia, amparadas por uma infraestrutura de ponta para um festival independente.

A temática do festival, como sempre, é mostrar e movimentar bandas novas, com pouca experiência, atuando como uma vitrine de apostas da nova geração de bandas do país. Claro que existem exceções, principalmente pela escalação do Bananada ser composta visando a circulação de grupos locais. Isso que faz com que em maior ou menor nível haja bandas antigas do circuito local, mas, ainda assim, essas são as exceções que confirmam a regra.

Esse ano, entretanto, houve um segundo fator digno de atenção: o grande número de bandas instrumentais. Em 2010, foram escaladas sete bandas instrumentais, representando, em média, o dobro do número normal de bandas desse tipo no festival. A maior concentração destes grupos foi na sexta-feira, com quatro das sete bandas. A sexta era um dos dois dias “principais” do evento, contando com 15 bandas. Isso significa que quase um terço das bandas da sexta-feira foram instrumentais, um número bastante significativo para um estilo musical com pouca atenção em festivais como o Bananada.

Outro fator significativo no âmbito geral do festival foi a inserção da palestra sobre Economia Solidária e sobre Gestão e Empreendedorismo Cultural (apoiadas pelo SEBRAE) e do workshop sobre gravação caseira com Alexandre Inox.

O formato de vários dias do evento, utilizado desde o ano passado, foi mais uma vez posto em teste. A escolha das bandas por dia de evento buscou relacionar os artistas com o tipo de público freqüente em cada casa de show e, na maior parte dos casos, essa escolha foi bem planejada.

Um crescimento bizarro ao se pensar que o Bananada, criado há mais de 15 anos, começou timidamente como uma escolha alternativa à semana da Pecuária em Goiânia – evento que traz diversas bandas do mainstream pop e sertanejo à cidade e da qual, obviamente, o rock nunca fez parte.

Quarta e quinta-feira: O esquenta do Bananada

Antes dos dias principais do evento (sexta e sábado, com 15 bandas cada), o Bananada fez shows com um número menor de bandas, realizados em locais onde até então inéditos pra esse festival.

Na quarta-feira, a escolha foi o Bolshoi Pub (http://www.bolshoipub.com.br), um bar chique de cervejas importadas e capacidade para poucas pessoas. Esse ambiente recluso, em um dia de meio de semana, serviu como uma premiére do festival e contou com apenas três bandas. Já na quinta-feira, o Capim Pub abrigou o show de quatro bandas de punk rock e hardcore, estilos inusitados em eventos da Monstro. O Capim Pub é um dos pontos de referência do punk/HC na cidade e, até esse ano, era intocado pelos produtores do Bananada.

A escolha de união destes dois lados antagônicos deu ao Bananada e ao Capim Pub uma sensação de respeito mútuo, deixando quaisquer diferenças de lado e tentando integrar estilos que até então não eram contemplados no festival.

Em seguida aos shows do Capim, muito bem feitos e recebidos, o Metrópolis cedeu lugar à três bandas voltadas para a música eletrônica, contrastando completamente com a programação do Capim. Mais uma vez, a escolha de bandas por público que geralmente freqüenta a casa deixou os produtores e público satisfeitos e funcionou como uma forma de colocar no festival bandas que não se encaixariam nos outros dias – ou alguma coisa assim.

No geral, apesar de funcionarem como eventos de menor porte e estarem relacionados ao Bananada, esses três locais de shows foram uma fatia importante para a consolidação do Bananada 2010 como um evento de grande porte na cidade, não só pelo maior número e alcance de bandas como pela possibilidade do público de escolher de um jeito mais específico o que assistir ou não.

Sexta-feira: A diversidade

(por Agatha Couto)

Sexta-feira, 21 de maio de 2010. Goiânia ferve à noite. Para os desavisados, a 65ª Exposição Agropecuária de Goiás (conhecida apenas como “Pecuária de Goiânia”) parecia o único grande evento da noite. Na foto de divulgação, Bruno e Marrone, estrelas do sertanejo, estediam suas mãos ao público num gesto de “Vem pra Cá”.

Quando cheguei ao Bananda, no Martim Cererê, me deu um certo orgulho de ter recusado o convite da dupla. Rock na veia, funk esculaxado, surf music instrumental, bossa nova e batuques, tudo misturado. Isso, sim, é um convite que sempre vale a pena aceitar.

No terceiro dia do festival, o Bananada mostrou que mais do que rock, é a diversidade que tem público fiel em Goiânia. Papinho batido, mas na prática funciona. É bonito de ver gente batendo cabeça com rock e, logo depois, batendo o pé ou descendo até o chão gostoso.

Nos primeiros shows, ainda estava um pouco vazio, afinal, muita gente ainda estava trabalhando quando os shows começaram, por volta de 19h. Lá pra nona banda da noite é que podia se considerar que o festival estava cheio. A animação crescia nos shows e fora, no bar, nas barracas de comida, nos stands de produtos hypes, moderninhos e tradicionais. O stand montado pela Fósforo Cultural levou camisetas, toys, bolsas, piercings e várias outras coisas legais, além de cupcakes, bolinhos doces bons de ver e maravilhosos de comer.

A tal da diversidade também esteve presente nos gentílicos e sotaques, com bandas de Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Paraíba e São Paulo. No fim da noite, no frio típico só dessa época em Goiânia, o cansaço do público parecia bem menor que a excitação pelo sábado e domingo de muita música pela frente.

Sábado: A parte 2

O sábado começou bem, com a promessa de seguir o alto nível de sexta-feira. Depois de apresentações de bandas impressionantes e até então desconhecidas, como o Sex on The Beach, o Camarones Orquestra Guitarrística e o Procura-se Quem Fez Isso?, as locais Oye e Space Monkeys começaram a noite com muita classe.

No geral, o sábado foi o dia em que houve a menor aglutinação de bandas por estilos, e foi possível ver desde trash metal até funk no estilo James Brown. O sábado foi provavelmente o dia mais lotado dentre os cinco do evento e também o mais frio. Por todo lado as pessoas formavam pequenos grupos, encostadas umas nas outras, tentando fugir do frio com a bebida ou entrando em um dos dois teatros do Martim Cererê. Claro que isso ajudou nos shows, que tiveram, ao contrário da sexta, um bom público desde as primeiras bandas.

Foi possível ver pelos olhos dos outros o que o Bananada representa para uma banda. Integrantes de grupos de outros Estados ficavam maravilhados com a simplicidade do Martim e com o tamanho da programação do Bananada. Também, é claro, alguma hora sempre alguém dizia alguma coisa sobre outros coletivos, produtoras e eventos de outros Estados. Comparando resultados, frequentemente percebia-se que os problemas e virtudes de Goiânia se estendem às outras capitais, por mais que a gente goste de achar que não. Nas rodas, as pessoas se misturavam, e constantemente você via o vocalista de uma banda do Rio Grande do Sul falando com um baixista cearense sobre a cena de São Paulo. E isso é uma coisa muito legal, porque acaba com o conceito bairrista que algumas pessoas têm de achar que uma cidade é ou não é alguma coisa só pelo que vê de longe. É claro que isso também inclui Goiânia que, pela última vez, não é terra do sertanejo.

Em resumo, eventos com grande movimentação humana fazem com que as pessoas conversem e descubram um pouco mais sobre o que acontece fora do ninho, e isso só melhora a capacidade de todos de criarem laços e produzirem resultados ainda melhores. Nesse quesito, o Bananada, Noise, Vaca Amarela, Release Alternativo e demais festivais da cidade não servem só pra trazer bandas, mas também para trazer tecnologia e compartilhar ideologias que precisam de força para serem executadas em conjunto.

Domingo: O massacre da mini-ramp

No final do Bananada, a lei geral era a ressaca. A alegria de sexta e sábado deu lugar a uma movimentação devagar, da maioria das pessoas sentadas ou encostadas pelos cantos. Enquanto acontecia o campeonato “Massacre na mini-ramp”, na Ambiente Skate Shop, as bandas passavam o som e aproveitavam pra animar o público. Ao anoitecer, depois do Hellbenders e do Bang Bang Babies, o movimento de volta pra casa começou aos poucos. Em bares pela cidade, as pessoas se despediam do festival e faziam uma última festa, já que segunda-feira era aniversário de Goiânia, ocasião perfeita pra descansar de cinco dias seguidos de pancadaria nos ouvidos.

O que sobrou disso tudo foi uma vontade de não deixar o declínio da cena goiana continuar, visto o momento difícil em que ela se encontra. Recentemente, organizada pela Fósforo e pela Monstro, uma passeata percorreu a cidade exigindo o funcionamento do Centro Cultural Oscar Niemeyer, um dos pontos principais de eventos ao lado do Martim Cererê. Este último, também encontrando burocracia excessiva para a realização de festivais e problemas de horário com os moradores das redondezas, dificultando a produção de eventos. As leis de incentivo da cidade para festivais independentes foram cortadas com muita agressividade, e a mudança de governo que se aproxima deixa no ar a tensão que uma provável ausência de ajuda do governo cause na cena local.

Enquanto isso, textos com o do jornalista da Folhateen Álvaro Júnior dizem que o circuito independente acaba se a Petrobrás ou o governo quiserem. Você olha pra trás, vê os cinco dias de festival e as 45 bandas. Você vê os milhares de pessoas. Você percebe que o rock é mais que isso, é mais que movimentação, venda, compra. Por trás disso tudo, na realidade, existe um conceito; e isso pode soar romântico, pode soar infantil, mas a questão é que o que é independente não acaba. E o Bananada, que é apenas o começo de 2010, provou que com ou sem ajuda externa é possível construir sua própria realidade.

Newsletter Fósforo Cultural #063 – Maio 2010

Publicado por Fósforo Cultural Em 19 - maio - 2010 1 COMMENT

*Por Caroll Almeida
 

Johnny Suxxx and the Fucking Boys e Mersault e a Máquina de Escrever no Bananada 2010

O eleito melhor festival de música independente do País pela revista Bravo!, o Bananada chega à adolescência – e, como todo bom adolescente, deu aquela espichada. Em sua 12° edição, o Bananada, que antes se resumia a “três noitadas de rock sem parar”, cresceu duas noites: esse ano o festival é realizado entre os dias 19 e 23 de maio e se espalha por Goiânia em cinco locais diferentes, de casas noturnas conceituadas a inferninhos punks, passando pela “meca” do rock goiano, Centro Cultural Martim Cererê, e até uma loja de skate. Assim como nos outros anos, a edição 2010 do Bananada traz como grandes destaques a inovação – um dos critérios para os grupos convidados é que nunca (ou raras vezes) tenham tocado na cidade -, e a preferência por bandas locais, dando vazão e visibilidade ao talento da rapaziada de Goiânia Rock City. E entre as tantas e boas novidades estão duas bandas (nem tão novas assim, mas que estão com álbuns apetitosos saídos do forno) do casting da Fósforo Cultural: Mersault e Máquina de Escrever, que abre os trabalhos na primeira noite de festival, e Johnny Suxxx and the Fucking Boys, que sobe ao palco do Martim Cererê na sexta-feira.

Mersault e a Máquina de Escrever: quarta-feira, 19, Bolshoi Pub

Na estrada desde meados de 2000 e uma das bandas veteranas de Goiânia, o Mersault e a Máquina de Escrever se apresenta no primeiro dia de Bananada, às 00h15 no Bolshoi Pub, e traz um show baseado no mais recente álbum Passagem. Lançado pela Fósforo Cultural, o disco, além de muita poesia, letras escatológicas e melodias simples e bem construídas, impressiona também pelo belo material gráfico: para cada música no encarte, uma intervenção feita por um artista diferente. É a consolidação do trabalho da banda após o lançamento do EP Ladrão de Brinquedos, em 2007. Formada por Macloys Aquino (voz e guitarra base), Maurício Pimentel (guitarra solo e teclados), Vander Veget (baixo) e Rogério Watanabe (bateria), a banda vai além da música e mostra referências de cinema, arte e literatura.
http://www.myspace.com/mersaulteamaquina
Serviço:
Show com Mersault e a Máquina de Escrever – Bananada 2010
Data: 19/05, às 00h15
Local: Bolshoi Pub
Ingresso: R$ 10

Johnny Suxxx and the Fucking Boys: sexta-feira, 21, Martim Cererê

Por Aline Mil

O rock sujo e safadinho do Johnny Suxxx and the Fucking Boys, que sobe ao palco Pyguá às 23h, promete transformar a noite de sexta do Bananada num inferninho. Considerada a nova aposta do rock made in Goiânia e dona de umas das performances mais absurdamente afetadas e divertidas da cena roqueira, a banda formada por Hanz (bateria), Douglas Ramirez (guitarra), Johnny Suxxx (voz) e Itty (baixo) acaba de lançar o segundo álbum, Zebra, e já coleciona boas críticas na mídia especializada do País. Glam rock, glitter e glamour trash vagabundo até o pescoço, novo disco traz o bom e velho rock despretensioso, cru e sem “viadagem” – o oposto da performance de Johnny Suxxx em cima do palco.
http://www.myspace.com/johnnysuxxx
Serviço:
Show com  Johnny Suxxx and The Fucking Boys – Bananada 2010
Data: 21/05, às 23h.
Local: Palco Pyguá, Martim Cererê
Ingresso: R$ 20

Fósforo Cultural
(62) 3087-4927
Rua 3, 546, Centro
Goiânia/GO 

Clipping – La Bomba Latina

Publicado por Fósforo Cultural Em 14 - maio - 2010 ADD COMMENTS

Amanhã faremos a primeira edição da festa La Bomba Latina com a banda argentina La Metereologica Circo da Vinci no Rock’n Gol Pub,  a partir das 22h. E saímos no roteiro de final de semana do Diário da Manhã! Para ler a matéria, clique na imagem abaixo.

Clique para aumentar

Os ingressos custam R$15 para mulheres e R$20 para homens. A discotecagem com o melhor da música latina fica por conta de Johnny Suxxx e Maurício Motta.

Para participar da promoção dessa semana e entrar na faixa no show, esse é o link – http://bit.ly/c9lbET

Participe!

LA BOMBA LATINA – CONEXÃO FÓSFORO-ARGENTINA

Publicado por Fósforo Cultural Em 14 - maio - 2010 ADD COMMENTS

O melhor do rock latino e suas vertentes

Nsse sábado, a produtora Fósforo Cultural promove a festa La Bomba Latina, com espetáculo da banda argentina La Metereologica Circo da Vinci no Rock’n Gol Pub, a partir das 22h. Os ingressos custam R$15 para mulheres e R$20 para homens. A discotecagem com o melhor da música latina fica por conta de Johnny Suxxx e Maurício Motta.

Formada por oito integrantes, a La Metereológica Circo da Vinci enche os olhos do espectador com a junção de teclado, acordeão, voz, baixo, percussão, bateria, trombones e muitas piruetas. Com oito anos de trajetória, a banda traz ritmos como a cumbia e quarteto (ritmos emblemáticos do país vizinho), ska, folk e outros gêneros latino-americanos somados a elementos cênicos.

Segundo o produtor João Lucas Souza, da Fósforo Cultural, o interesse pela música latina é um dos focos da produtora. “Estabelecemos vínculo com a Argentina no festival Vaca Amarela de 2008, quando convidamos a banda Los Cocineros, de Córdoba.” Foi através do show que João Lucas conheceu Felipe França, que promove o intercâmbio contínuo de bandas latinas. “Desde então começamos a trazer bandas de lá com frequência e sempre com uma aceitação incrível.” Para oficializar a parceria, a Fósforo Cultural criou a festa La Bomba Latina. “Estamos, inclusive, estudando a possibilidade de fazer a festa em Córdoba, levando bandas de Goiânia para se apresentar na Argentina.”

Clique na imagem para conferir o flyer do evento

Serviço:
Show com La Metereologica Circo da Vinci (ARG) – www.myspace.com/lameteorologica

Uma noite com o melhor da música latina para dançar até não poder mais!

Dia: 15/05 – sábado
Local: Rock n’ Gol
Ingressos: 15 reais M / 20 reais H (preço válido para os 100 primeiros)
Horário: 22 horas
Discotecagem: Johnny Suxxx e Maurício Motta
Proibida a entrada de menores de 18 anos


Aline Mil – (62) 9972-6396
www.fosforocultural.com.br