Entrevista: Mugo

Publicado por Eduardo Carli Em 31 - janeiro - 2011 2 COMMENTS

“A gente precisa destruir esse paradigma de que Goiânia é só sertanejo, ou  só rock alternativo e de garagem, e mostrar que aqui tem banda pra caralho fazendo metal de qualidade”, afirma Pedro, vocalista do Mugo, frisando que há uma considerável cena headbanger que fervilha, ainda que sorrateira, na capital goiana.*

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Se não faltam a Goiânia artistas de firmes raízes na cultura nacional, com um som impregnado de brasilidade (caso de Umbando, Cega Machado, Diego e o Sindicato, Grace Carvalho…), a capital goiana também têm se celebrizado, de uns anos para cá, pelo tremendo vigor de suas bandas do bom e velho “rock pauleira” e que já nasceram sob o signo da globalização.* * * ** * * * * *


Alguns vergam mais para o lado stoner (Black Drawing Chalks, Hellbenders), outros são mais garageiros (Bang Bang Babies, Space Monkeys, Ultravespa, Black Queen…), com espaço ainda pro hard-rock de inclinações glam (Johnny Suxxx & The Fucking Boys) e para a quebradeira sabbáthica dos veteranos da cena (Mechanics e MQN). O extremismo death-metal e congêneres também marca truculenta presença com Necropsy Room, Ressonância Mórfica e outras de nomes tão meigos quanto.* * *
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O Mugo, representante ilustre das vertentes mais extremas do rock’n'roll em Goiânia, e que teve como precursores os insanos do Punch e do Desastre, sintetiza várias vertentes da música pesada, do thrash metal ao hardcore, do grind ao grunge. “Brutal” e “extremo” são os adjetivos mais precisos para descrever tanto o som quanto os intensos shows da banda, que já estremeceu os alicerces de grandes festivais brazucas (como Porão do Rock, Calango, Do Sol, Goiânia Noise, Vaca Amarela, dentre outros). Eles são o exato oposto das anoréxicas esqueléticas que obcecam com emagrecer: o Mugo quer sempre ganhar mais e mais peso.* *

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Dentre as bandas brasileiras pesadas da nova geração, eles são uma das que apresenta maior potencial de exportação. O inglês sem sombra de sotaque caipira e a produção impecavelmente profissa tornam altamente plausível que a banda conquiste cada vez mais fãs no mercado gringo, em especial entre a molecada fã de Lamb Of God e Slipknot e entre os headbangers mais rodados, que já quebraram muito pescoço com o Pantera e o Slayer.* * * *

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Go To The Next Floor (2009), álbum de estréia do Mugo, lançado pela Fósforo Cultural no Brasil e pelo selo Siksigma nos EUA, é um exemplar responsa do novo metal brasileiro. Deu repercussão considerável no exterior, a julgar por alguns reviews em revistas gringas e pelos mais de 73 mil amigos e 1 milhão de plays no MySpace. * *
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Na sequência, compartilhamos os melhores momentos do papo que batemos com o vocalista Pedro nos headquarters da Fósforo, no Centro de Goiânia, no começo de 2011, ano que, com o lançamento do segundo álbum da banda, promete ser cheio de correrias e conquistas.

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O nome Mugo, lido de trás pra frente, dá “Ogum“. O que representa pra vocês a mitologia em torno deste orixá que serviu para batizar a banda e é tido como intenso, violento, guerreiro…?

Pedro: Esta mitologia foi algo que nos chamou muito a atenção: Ogum é um orixá da guerra, com uma brutalidade que é de sua essência, e que tinha também uma musicalidade muito forte. Pensamos que isto tinha muito a ver com o que queremos fazer com nosso som, uma coisa bem explosiva mesmo. Mas aí ficamos meio encanados de ficar meio estereotipado, ou das pessoas se perguntarem “pô, mas será que essa galera é macumbeira?” (rs) Então preferimos manter este significado como uma coisa interna, que nos desse força, e preferimos adotar Ogum ao contrário — e ficou Mugo, que não tem nenhum significado em si, mas quem se interessar pode pesquisar e descobrir esta história que está por trás.

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Um dos fatores que mais impressiona o ouvinte de Go To The Next Floor é o fato da banda ter alto “potencial de exportação”, ou seja, as gravações estão “tinindo” para estourar na gringa. O Mugo sempre teve essa ambição de que o som transcendesse as fronteiras do país?
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Pedro: Cara, com certeza, desde o início tivemos essa vontade de chegar lá fora, especialmente nos EUA e Inglaterra, onde esse movimento de música pesada é tão forte. Até pelo fato das letras serem em inglês, o pessoal lá de fora tem boas chances de entender muito bem a nossa proposta e a nossa mensagem. O primeiro álbum já foi lançado nos EUA (pelo selo Siksigma) e com nosso segundo CD a gente pretende agilizar uma turnê e concretizar esta nossa ida para fora do país.
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O bacana é que várias bandas de metal brasileiras já trilharam esse caminho lá fora, mostrando que é bastante viável, caso de Sepultura, Angra, Krisiun…

Pedro: Com certeza. O Krisiun é uma banda respeitadíssima fora, que toca em todos os festivais de metal destes gigantes, tipo Wachen (Alemanha), With Full Force (Alemanha) e Hellfest (França). E tem uma outra galera que já foi tocar lá fora: Claustrofobia (SP), Confronto (SP), Uganga (MG)… São todas bandas que a gente curte pra caralho e se espelha de alguma forma. Acreditamos no nosso potencial e queremos ter a nossa chance de mostrar nosso som lá fora também. Estamos batalhando pra isso, mas é preciso ter muitos contatos, descolar uns bookers (agentes confiáveis que agendem shows), para viabilizar a ida.
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Design: Bicicleta sem Freio
Há aquela velha controvérsia sobre bandas brazucas que cantam em inglês: a vontade de ser reconhecido no exterior foi o que motivou, no caso do Mugo, esta escolha?

Pedro: Sempre que me questionam sobre o lance das letras serem em inglês eu falo que, porra, não é porque eu moro aqui que não posso mandar uma mensagem pra quem mora na Nova Zelândia, sacou? A escolha pelo inglês é pelo desejo de alcançar o maior público possível, afinal é a língua mais falada no mundo, só atrás do mandarim, né? (rs) A gente quer passar uma mensagem que seja mundial, globalizada. É a nossa vontade. Mas nem por isso a gente deixa de contar histórias do que acontece com a gente aqui em Goiânia, na terra do pé-rachado e do pequi. Faz parte da nossa cultura: todo mundo tem o “R” puxado… (rs)
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Outra coisa que impressiona é o trampo altamente profissa que vocês realizam com divulgação na Internet. Qual o papel da WWW para a disseminação do som do Mugo?

Pedro: Sem a internet, nossa ferramenta principal, praticamente não teria repercussão lá fora. Prensar os discos é caro pra burro, o frete também é uma facada. Por isso, tem uns 3 ou 4 anos que o MySpace é levado super a sério pela banda. Conseguir 70 mil pessoas adicionadas foi o resultado de um trabalho árduo. A gente recebe muitas mensagens de uma galera bem diversificada, da Indonésia à Finlândia, de Los Angeles a Anápolis, de todo canto do mundo. E a gente faz questão de responder a todo mundo e sempre agradecer o apoio quando alguém nos diz “pô, muito foda o som de vocês!” A gente precisa que o nosso som seja ouvido lá longe até para que surja uma demanda, para que a galera que curte nosso som cobre o show e chame para tocar.
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O vídeo-clipe de “Screams” também bombou na net, com mais de 50.000 views no YouTube. Conta um pouco como foi a produção, gravação e divulgação deste vídeo.

Pedro: O “Screams” foi nosso primeiro clipe, dirigido pelo Antonio Guerino numa co-produção Sertão Filmes e 111. Conseguimos permissão para gravar lá no Centro Cultural Oscar Niemeyer, que na época ainda não tava embargado, e foram 24 horas de gravação, uma correria tremenda, muita aparelhagem, muita gente envolvida… A gente convidou todos os amigos e fãs, no dia de gravar tinha umas 300 pessoas lá e a galera se empenhou mesmo pra ficar um material bem legal. Foi um investimento da banda: a gente pôs uma grana nisso, só conseguiu pagar com cachê de show, venda de Cds e camisetas. É algo que vai estar sempre no nosso currículo e que a gente pode divulgar em qualquer lugar porque a qualidade ficou bem profissa.
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Rolou de levar o clipe também para a TV ou as redes televisivas ainda são “caretas” demais para veicular um material mais brutal?

Pedro: Cara, quase não passou por aí, na MTV ou na Multishow. Mas se para conseguir o apoio das mídias convencionais a gente tiver que mudar uma vírgula do som, a gente tá fora. A gente não quer isso. Queremos ser extremos no nosso som, como sempre fomos, agradar a quem tem que agradar, nada de mudar para conseguir mais espaço. Mesmo que a gente tenha que focar mais fora do Brasil a divulgação, vamos continuar fazendo o lance do nosso jeito. Queremos continuar arrebentando com tudo, quanto mais pesado melhor!
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Quem já viu o Mugo ao vivo sabe como é impressionante a reação do público, que “quebra tudo” numa sessão descarrego… A piração da galera na platéia é algo intensamente desejado e buscado pelo Mugo em cima do palco, não é?

Pedro: Num show de metal, neguinho ficar parado é meio brochante. Você tá lá em cima do palco que nem um louco, quase quebrando a coluna, e você olha e tem gente de braço cruzado olhando pra você, porra, é brochante! A gente respeita quem quer ficar assim, mas a gente convida quem quer quebrar tudo… a quebrar tudo! Fazer o teto cair. A nossa proposta é essa e a gente fica feliz pra caralho quando a galera compra a ideia e quebra tudo, literalmente. Curtimos fazer o famoso Hall Of Death, ou Corredor da Morte, que se num foi o Pantera ou o Slayer quem inventou, eu não sei dizer que foi… Tem bandas como o Lamb of God que não existe show deles que não ocorra isso. É uma quebradeira muito louca, é uma forma de desperdiçar uma energia ruim, saca? Mas a gente sempre fala pra galera, “pô, se ver alguém caindo, ajuda a levantar, num faz questão de pisar em cima não…” Se alguém cai, logo tem 3 ou 4 ajudando a reerguer, rola muita camaradagem.
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E nunca dá merda, ninguém quebra osso?

Pedro: O (guitarrista) Augusto, no Vaca Amarela, quebrou o pé.  Também, ficou pulando igual um macaco lá! (rs) Aí ficou andando com bota ortopédica por dois meses (rs). A coisa mais brutal foi a gente em Cuiabá, no Calango. Neguinho subia no palco, pegava impulso lá da bateria e pulava de volta como se estivesse mergulhando no mar… Comecei a ficar com medo de alguém esborrachar a cabeça!
Quando você vai num show de música pesada, com certeza toda aquela vibração é a melhor forma de você conhecer o estilo. A maioria dos metaleiros que existem hoje se tornou metaleiro porque foi num show muito brutal, que neguinho entrou na roda de hardcore e se acabou, gritou pra caralho, soltou todos os demônios… E aí você acaba ficando dependente disso, saca? Sem falar que quem gosta de música vê que é uma coisa técnica, que não é fácil de tocar…. ‘cê olha e tem um pedal duplo na bateria “comendo”, e você pira no quanto é difícil tocar aquilo…
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O metal em Goiânia já tem uma certa história, com precursores importantes como o Punch, o Desastre ou o próprio Mechanics. Como é que você avalia o cenário atual, não só em termos de bandas, mas da articulação entre elas, dos festivais específicos para o segmento e da galera que é ativa no sentido de contribuir para o crescimento da cena?

Pedro: Eu já tô na música como vocalista tem mais de 10 anos. Quando eu comecei o Punch tava indo pros EUA, foi uma banda em que eu sempre me espelhei… e o vocalista Ícaro é um grande amigo meu. A gente precisa destruir esse paradigma de que Goiânia é só sertanejo, só rock alternativo e de garagem, e mostrar que aqui tem banda pra caralho fazendo metal de qualidade: Spiritual Carnage, Necropsy Room, Desastre, Ressonância Mórfica, Deadly Curse, Hypnotica, All Torment…
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O que tá faltando é unificação, começar a falar a mesma língua e correr atrás ao invés de ficar simplesmente falando. Ao invés de entrar na porra do Goiânia Rock City e reclamar que não tem show, junta com outra galera e faz o show! Tem gente fica reclamando que não tem show… ora, corre atrás de fazer o show! E quando tiver o show, motiva a galera a ir pro show!
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Tem uma galera que tá representando e é uma força que vale muito: o Adriano do UnderMetal, que tá sempre propondo pra galera se unir e discutir formas de viabilizar pra se começar a se viver de banda, o que é muito difícil, especialmente neste estilo. Tem o Pedro, que organiza eventos como o Go! Mosh e o Brutal Fest. Tem um pessoal montando o selo Sangre, que vai dar uma movimentada na cena. Tem o Rodolfo da One Voice também, que sempre lutou pelo hardcore e pelo metal.
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Tem muitas bandas que eu gostaria de trazer pra cá pra tocarmos junto, tipo o Confronto, o Forca (de São Paulo), o Uganga (de Uberlândia), na prerrogativa de depois ir também pra cidade deles, fazer disso um movimento, pra todo mundo poder circular legal. Os caras do Rinoceronte (RS) também são nossos brothers.
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Pra arrematar, quais são as perspectivas do Mugo para este 2011?

Estamos extremamente focados na preparação das 11 músicas novas para o nosso próximo CD. Queremos que este material reflita a evolução da banda, que já está com 4 anos de estrada. Além disso, os novos sons trarão uma sonoridade ainda mais densa e pesada como um reflexo da nova formação: o Mugo agora está com duas guitarras. O Augusto e o Lucas (os dois novos guitarristas) se prepararam muito, tiraram todas as músicas e arranjos, a integração deles à banda foi muito fácil. O Augusto chegou dando um “tapa na cara” de todo mundo… o moleque tem só 18 anos e tá chegando com umas músicas brutais, fazendo todo mundo ficar parecendo um vovôzinho perto dele (rs). Um gás e uma energia brutal! A nova sonoridade trará também mais espaço para solos, uma sonoridade mais refinada. A gente pretende gravar em março e sair para tocar um monte, especialmente fora do nosso Estado, em lugares em que nunca tocamos.
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MUGO Go To The Next Floor (2009, Fósforo Cultural)
<<< download (autorizado e incentivado pela banda) >>>
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p.s: as duas classudas ilustras da matéria, mais um trampo lindo do Bicicleta Sem Freio, vão ser oficialmente lançados no show do Mugo no Grito! Rock Goiânia 2011. O festival rola no Martim Cerêrê, no sábado de carnaval, dia 06 de Março. Mais info em breve!

Boddah Diciro e Girlie Hell – 29/01

Publicado por Eduardo Carli Em 27 - janeiro - 2011 ADD COMMENTS


O Tocantins também é do barulho. Prova disso é o quarteto de Palmas (TO) Boddah Diciro, que há mais de 6 anos ousa no experimentalismo com o grunge e o rock alternativo num som ruidoso, sombrio, quase uma cruza entre o L7 e o Black Sabbath, o Melvins e o Alice in Chains. Lançado pela Fósforo Cultural, o álbum de estréia da banda, Strange (que você pode ouvir e baixar na página deles na Trama) foi gravado no estúdio Rock Lab de Goiânia, com produção de Gustavo Vasquez e Luiz Maldonalle. O disco possui ainda um luxuoso encarte, com capa e ilustras boladas pelo Bicicleta sem Freio. De volta à capital goiana, que os próprios descrevem como “a cidade mais rock’n'roll do Brasil”, os tocantinenses enchem o Metrópolis de ruído e distorção neste Sábado, 29/01, com abertura do quinteto de goianas Girlie Hell (punk-pop bubblegum bem na onda Runaways, The Donnas, Joan Jett). Não perca!


FÓSFORO CULTURAL APRESENTA

BODDAH DICIRO + GIRLIE HELL

Sábado, 29/Jan/2011, a partir das 22 hrs.
Metrópolis. R$10 até meia-noite. R$15 daí em diante.

Entrevista: Alarde (SP)

Publicado por Eduardo Carli Em 17 - janeiro - 2011 ADD COMMENTS

OITO OU OITENTA!

Banda paulista retorna à Goiânia com seu tenso e intenso som autoral


No ano passado, no Grito! Rock Goiânia 2010, eles fizeram um dos shows mais memoráveis do festival que agitou o Circo Lahetô. Agora retornam à cidade para rechear a programação de férias da Fósforo com seu catártico e ruidoso som autoral. Quem despenca de novo por aqui é o Alarde, grupo nascido em São José dos Campos (SP), em 2006, mas que migrou para a maior metrópole da América Latina lá pelo meio da década passada, onde lançou em 2008, via Pisces Records, seu intenso e tenso debut “8-80″ (gravado no Norcal com co-produção de Brendan Duffey). Certas similaridades são notáveis com a lírica dominante em bandas como o Violins e o Ludovic, mas o som do Alarde tem uma cara própria e não é fácil de rotular. Pablo Kossa dá seu pitaco: “ Lobão com a Patife Band tocando grunge!”.

Se uma das funções primordiais da cultura independente (ou da chamada “contra-cultura) é “desafinar o coro dos contentes”, para citar o célebre verso de Torquato Neto, a atitude e a lírica do Alarde fazem jus a esta tarefa. Eles parecem responder à demanda por artistas que “façam água e ameacem afundar a nau dos bem-adaptados ao século da velocidade, da euforia prêt-à-porter, do exibicionismo e do consumo generalizado”, para usar as palavras de Maria Rita Kehl. É um pouco  isto o que faz a Alarde,  capaz de articular a angústia e a revolta, o desconforto e a fúria, a incomunicabilidade e a catarse, numa música singular, tão atormentada quanto libertadora.

Batemos um papo com o guitarrista e vocalista Luiz (completam a trupe o batera Rodrigo, o guita Goiano e o baixista Gabriel) e o resultado, que serve como um ótimo aperitivo para o show da banda no Metrópolis no próximo dia 22/01, você confere abaixo.


Começando pelo tema clássico das “influências”: que artistas vocês citariam, não somente musicais, que serviram como inspiração ou modelo para a arte do Alarde? Quais bandas, filmes, escritores, poetas, artistas plásticos entraram no “caldo de influências” de vocês?

Luiz: A gente nasce em um caldeirão de influências e informação. Com o passar dos anos, cabe a nós decidir ou aceitar o quê e o quanto absorver desse caldo. E principalmente estar atento como tudo se conecta de alguma forma e como isso interfere na sua atitude e personalidade.

Na música posso citar os clássicos Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Beatles, Doors, Stooges, Miles Davis, Pink Floyd, Frank Zappa, entre outros cujos discos são nossa eterna trilha sonora. Dos anos 80 e 90, vêm Sonic Youth, Pixies e o grunge subseqüente, Jon Spencer Blues Explosion, PJ Harvey, Portishead, John Frusciante… Na música brasileira os Mutantes, a Tropicália, Raul Seixas, o rock nacional dos anos 80 e até o samba de raiz e o rap podem entrar nesse caldeirão que influencia nossa música.

Numa esfera artística mais ampla, posso citar os filmes The Doors e The Wall como influência direta, pra seguir o caminho da música, principalmente pela época em que os assisti. O trabalho da artista performática Marina Abramovic também sempre me atraiu pelo desafio e pelas possibilidades ilimitadas. E por fim, toda a filosofia, questionamentos existenciais e as bobagens da condição humana no livro Bhagavad Gita.


“Fugir é fácil, viver é que é difícil”. Apesar de toda a angústia que impregna o álbum de vocês (e que em momentos me lembra de Cobain ou Ian Curtis), o Alarde não me parece uma banda “mórbida”, mas sim afirmativa-da-vida, apesar de tudo. A tentação do suicídio e da auto-destruição são retratados, e também as bebedeiras que nos deixam “embriagados e na lama”, mas no fim das contas o que parece prevalecer é este espírito de “vamos-encarar-o-tranco”. Em que medida o próprio fato de possuir uma banda, e se expressar através ela, é um “auxílio vital” para não deixar-se dominar pelo que “puxa pra baixo”?

Luiz: A música é tudo.

A catarse, no sentido amplo da palavra, de libertação daquilo que o corrompe e oprime, é o sentimento constante que envolve todo o processo pela busca. É o único sentido. É urgente. E justamente pelo fato de estarmos hoje aqui, a mensagem teria que ser esta. Eu sou o sobrevivente de mim mesmo e a música é a principal responsável por me manter vivo e com tesão de querer dialogar com as pessoas as idéias que surgem. Do contrário, não valeria a pena gastar a saliva. Somente a música me põe no rumo certo que as coisas aparecem pra mim. Estar atento e receptivo às influências do mundo e como você se comporta diante delas é o que me alimenta. Eu acredito na antena que somos, capazes de absorver e reprocessar aquilo que vem e a gente devolve pro mundo. Pois, na verdade, a gente não faz nada, não temos a mínima consciência de que até o livre-arbítrio está corrompido desde a essência e que a nossa vontade não existe, ou não faz diferença, pois muda conforme o clima lá fora.

A alegria e o prazer são parte do processo também e vem e vão como tudo na vida… Pode se emanar o fogo de esperança no meio da miséria ou uma alma ferida vai sofrer até na praia… Os bons sentimentos estão ai, porém as circunstâncias podem não ser tão favoráveis.

A angústia, solidão, felicidade, insegurança, fracasso são formas diferentes de falar de amor sem falar nele, pois tudo está contido nele. Da interminável busca.


Stress, pressa, arritmia, raiva, presídio, patrão, um-meio-de-arranjar-um-troco… É só somar aí trânsito e poluição e tem-se uma boa lista das “desgraças da metrópole” (rs). O quanto a vida em São Paulo marca a lírica de vocês? A cidade pode ser “culpabilizada” por todos os sofrimentos que parecem estar sendo “purgados” no som de vocês?

Luiz: A  vida em São Paulo é a relação constante de amor e ódio, altos e baixos, de fato o “oito ou oitenta”. Quem não é daqui, na verdade, não se acostuma nunca por completo. É preciso estar sempre no controle senão a cidade te engole. Você anda na rua e está suscetível aos fantasmas que a alimentam. Os contrastes, a indiferença e a imensidão do problema de se sobreviver em uma metrópole. Esse mesmo amargo que repele também atrai pelo choque diário de realidade e pelas possibilidades que se oferecem.

Porém, mesmo assim, não classifico a vida na cidade grande como “culpada” pelos sentimentos contidos nas músicas, sinto uma parceria entre o caos da multidão e o que vive em cada pessoa que dela faz parte. Entendo que o papel da metrópole na arte é o de canalizar as mazelas que nela habitam. E quando você tem contato com isso, é sofrido. Assim, tudo depende de como você se afeta. Quando você vê, já está no olho do furacão. É muito mais seguro cada um viver com sua máscara, pois se você experimentar o caos e gostar, o caminho é longo pra voltar.  É mais fácil fingir que não é com você.


Um dos livros mais interessantes que li neste ano é “O Tempo e O Cão”, da psicanalista Maria Rita Kehl, onde ela faz uma análise da epidemia de depressão que assola o mundo, inclusive nos países mais ricos e industrializados. Noto que o Alarde, em várias canções, tematiza isso: em “Ritalina”, por exemplo, em que os comprimidos anti-depressivos já não funcionam mais… Dá pra arriscar alguma reflexão sobre a relação entre depressão e o modo-de-vida na metrópole? Que tipo de “tretas” na vida pessoal ou social vocês diriam que acabam causando depressão, niilismo, ímpetos auto-destrutivos etc.?

Luiz: As fobias, síndromes de pânico e outras doenças relacionadas à depressão não se restringem apenas à vida na metrópole ou a certo grupo de pessoas de classe A ou B, essa “epidemia” do mundo moderno é fruto da forma como vivemos, da forma fria e superficial como nos relacionamos, da competição, da inversão de valores. Pois o homem sempre conviveu com suas dificuldades e peculiaridades, mas de tempos pra cá a pressão pra se afirmar como pessoa bem sucedida e feliz gera um ciclo vicioso ao qual você acaba sucumbindo se não estiver absolutamente no controle e sabendo lidar com os obstáculos que a vida impõe. Essas fraquezas, a insegurança, a sensação de não conseguir ver um passo à frente, e ter que ser desonesto consigo pra sobreviver nesse meio, acumula uma quantidade de fantasmas que quando você cai na real, a coisa já desandou há muito tempo…

Assim, vêm as muletas pra você suportar o baque de conviver com isso, como os remédios, as drogas, o consumismo, a ostentação… E a bola de neve vai aumentando e a pessoa anestesiada nem percebe o quão fundo é o buraco. E vai se auto-sabotando, os relacionamentos são auto-destrutivos, as feridas respingam em quem está por perto. Alguns vivem a vida toda assim, dopados de hipocrisia, anestesiados. Outros caem feio e a subida de volta é dolorosa e as vezes não dá mais tempo pra voltar. Todos estão suscetíveis. Ou você é forte e se mantém no controle ou você se engana e vai se consumindo até onde der. A queda é livre.


Sabemos que é uma utopia quase irrealizável conseguir viver de música neste país quando se faz um som que não é feito para agradar ao mercado e que não faz concessões ao comercialismo. Como o Alarde lida com este embate entre a expressão artística e a inserção no mercado? Como ganham seu troco?

Luiz: Não fazer concessões ao comercialismo, à nova moda do momento, vai desde a escolha ou não de uma nota, do timbre batido, dos clichês do rock e principalmente pela honestidade do dialogo entre a música e você. Eu acredito que somos a música que ouvimos e que passamos pra frente à nossa maneira. Não se trata de inovar no rock, apenas ser um pouco mais verdadeiro…

Assim como na vida, as escolhas que você faz definem a velocidade com que seu trabalho ganha visibilidade e reconhecimento no mercado independente. O cachê razoável é escasso e imprevisto, a concorrência enorme é diretamente proporcional ao tamanho da falta de critério para as oportunidades. Mas é o preço que se paga.

Atualmente, a única razão para nos manter em São Paulo é pela certeza abstrata de que este é o lugar pra gente produzir e viabilizar nossa música, caso contrário o custo/benefício não vale a pena. Enquanto isso não acontece na velocidade e do jeito que precisa, a gente vai tentando um meio de arranjar um troco com trabalhos temporários, informais, qualquer coisa que adie a necessidade de se mudar. Dois integrantes ainda cursam faculdade.

Alarde, Live in Goiânia (Grito! Rock @ Circo Lahetô)


No show no Grito! Goiânia, rolou uma sensacional “jam” de 10 minutos (p.s.: assista abaixo!) com a presença de um saxofonista. Quem é o cara e como vocês o conheceram? Há algum tipo de influência de free-jazz ou jazz-hardcore (John Zorn e coisas deste naipe) no som de vocês?

Luiz: Foi sensacional ter rolado o registro desta jam com a participação de dois grandes músicos e amigos, Rodolfo Sproesser no teclado e Evaldo Tocantins no saxofone. Evaldo, que já tocou com Tim Maia e outros grandes nomes da música brasileira, deve estar quebrando tudo na Europa atualmente. Nos conhecemos na lisergia no cerrado… Esse lance do improviso é algo que a gente curte explorar e que se encaixa em algumas músicas. O Goiano na guitarra deu várias direções nessa onda e entre os climas a coisa flui naturalmente. É influência Frank Zappa, Miles Davis, Hovercraft…


Como você avalia a importância dos festivais independentes para uma banda como o Alarde e outras de caráter semelhante? Como foi a experiência de tocar no Grito! Rock de Goiânia? Que outros estados e capitais já puderam visitar? E a “cena” do estado de SP, em matéria de lugares para tocar e “união” (ou falta dela) entre as bandas?

Luiz:  Vejo os festivais independentes como uma possibilidade sensacional de poder circular a produção musical do Brasil, que não tem o apoio de grande mídia, produtores e gravadoras. Participar do Grito Rock Goiânia foi um lance bem legal pra gente: poder divulgar nossa música na chamada capital do rock independente atual, onde temos vários amigos que já conheciam nosso som e realmente ir formando aos poucos um público que acompanha nosso trabalho. Estamos no aguardo de mais convites e oportunidades que tornem viável a nossa participação, em outras capitais do Brasil, nesses festivais independentes.

O circuito para shows no estado de São Paulo é vasto, porém pode ser muito limitado também por não pagar um cachê decente, por falta de divulgação e falta de projetos que privilegiem músicas autorais. Por outro lado, existem várias casas de show por todo o estado com muito boa estrutura de som e público, descentralizando da capital, que já se tornou saturada. Isto, pois na cidade que abriga gente do país todo, todo mundo quer tocar e ter seu espaço ao mesmo tempo. A coisa demora mais e pra uma banda se diferenciar de verdade do enorme caldo tem que ser de fato diferenciada. Ou ter aquele amigo na revista que dê uma força…

Algumas dessas bandas que realmente têm um som autêntico e bem gravado são o pessoal com quem a gente divide o palco algumas vezes, como o Capim Maluco, Orgânica, Seamus, Hierofante Púrpura, Quarto Negro, Detetives, e outras cujos trabalhos merecem atenção.

Cite 5 discos prediletos que você levaria para a mítica ilha deserta.

Caetano Veloso – Araçá Azul

Pink Floyd – Dark Side of the Moon

Jimi Hendrix – Axis: Bold as Love

Portishead – Portishead

Miles Davis – On the Corner


Faça uma lista de coisas, no Brasil ou no mundo, que te deixam indignado.

A soberba de quem vive em São Paulo e acha que está em Londres.

O espírito Jacu do bairrismo Brasil adentro.

A essência corrupta do Brasileiro, a “malandragem” desvirtuada, a desonestidade.

A falta de vergonha na cara de Jabazeiros, Propineiros e “Artistas Estelionatários” em geral.

O preço da cerveja.

myspace . trama

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FÓSFORO CULTURAL APRESENTA…

ALARDE e OYE!
22/01, Sábado, 23hrs, no Metrópolis.
R$ 10 até a meia noite. R$ 15 depois.

Resenha: Patada no Marasmo

Publicado por Eduardo Carli Em 10 - janeiro - 2011 1 COMMENT

Pata de Elefante e Space Monkeys começam a incendiar o ano de 2011!

PATADA NO MARASMO!

A música instrumental brasileira, que tem no Pata de Elefante um de seus mais longevos e ilustres representantes, vive uma de suas fases mais efervescentes. São inúmeras as vertentes sendo exploradas por músicos que estão, para usar uma expressão dos Novos Baianos, “tinindo e trincando”. Do post-rock (Hurtmold, Labirinto…) à surf music (Dead Rocks, Sex On The Beach…), das doideras experimentais (Macaco Bong, Satanique Samba Trio…) ao groove regionalista (Burro Morto, Caldo de Piaba, Cega Machado…), as bandas “sem-voz” fazem cada vez mais barulho. E provam a imensidão do que se pode expressar sem palavras.

“Ontem o showzão da @patadeelefante, no Metrópolis, foi PATADA!” Foi esta a impressão compartilhada por Dieguito de Moraes sobre a mais recente passagem da manada gaúcha por Goiânia. Gustavo Telles (batera), Daniel Mossman (guitarra/baixo) e Gabriel Guedes (guitarra/baixo), que integram desde 2002 este mamífero proboscídeo de grande porte,  deram partida ao 2011 da Fósforo Cultural em grande estilo. Com um vigoroso som influenciado por classic rock, Ennio Morricone, surf music, Booker T & The MGs, bluegrass, Henry Mancini, dentre uma miríade de outras belas referências, os caras provaram mais uma vez o quanto são músicos versáteis, talentosos e que não deixam que seu virtuosismo degringole em punheta. Sempre com um olho no fósforo e outro na fagulha, a banda deu uma baita patada no marasmo de começo de ano e destilou a mais pura nata do rockão instrumental tupiniquim num Metrópolis bombadaço (mais de 400 presentes).

Era uma madrugada de janeiro com um clima tão ameno em Goiânia que Mossman nos confidencia, antes do show: “Em Porto Alegre ‘tá mais quente que aqui, cara”. Mas é só começar a rolar o show, e é só o povo se amontoar frente ao palco, que o fervo faz com que os gaúchos logo estejam suando em bicas. Com músicos e público incendiados, o Pata de Elefante deitou e rolou em cima de canções de seus três primorosos álbuns: o auto-entitulado, de 2004 (Monstro Discos); Um Olho No Fósforo, Outro na Fagulha, de 2006 (também via Monstro); e Na Cidade, de 2010 (lançado pelo projeto Álbum Virtual da Trama). Vale lembrar: você pode baixar todos eles de graça no site oficial dos caras.

“Pô, isso aqui é melhor que uma sauna!”, mandou Gustavo Telles, o batera, que acaba de lançar seu primeiro disco solo (baixe já na Trama!), em que juntou os camaradas para tocar um rockão sulista, meio Lynyrd Skynyrd latino-americano, para louvar o amor em cada uma de suas 12 canções.

Mas não que o calorão tenha prejudicado a apresentação impecável da banda porto-alegrense, que dá a impressão de que tocaria lindamente mesmo desidratada e mau-paga no deserto do Saara. Lição de vida: para o bem da humanidade, o processo de evolução das espécies nos providenciou sobrancelhas, que impedem a cegueira em momentos de suadeira extrema, e principalmente com esta inestimável invenção da civilização que é a ‘breja — e claro que as benditas geladas foram prodigalizadas aos músicos por uma providencial Naya.

Quem abriu caminho para a manada de Poa foi a macacada guitarrenta do Space Monkeys, de Goiânia, que abriu a noite com seu indie-rock com pitadas punky tocado com garra e visceralidade. O som dos caras  remete àquelas bandas underground que agradam igualmente aos punks e aos indies ao mesclarem barulheira pesada e melodias memoráveis. Saltam à mente referências como Dinosaur Jr, Hüsker Dü, Seaweed ou o início do Weezer. Certas melodias, como a da canção gravada pelos caras para a UnConvention, durante o Goiânia Noise XVI, são tão boas que soam como um Foo Fighters na época que o Dave Grohl era mais do hardcore que do metal. Edimar, vocal e guitarra dos Monkeys, garante que os caras estão prestes a entrar no estúdio nas próximas semanas para gravar o álbum de estréia, que promete ser um dos mais interessantes dos lançamentos fosfóricos em 2011.

Discos Fósforo entre melhores de 2010

Publicado por Aline Mil Em 08 - janeiro - 2011 1 COMMENT

2010 foi um ano excelente para a Fósforo Cultural! Prova disso é que nosso selo, Fósforo Records, emplacou nesse sábado, 08, quatro discos na lista de melhores do ano do jornal Diário da Manhã, na coluna de música da jornalista Carolina Tulim (clique na aba DMRevista para visualizar a matéria completa).

Ao todo, foram analisadas três categorias: internacionais, nacionais e locais. Entre as seis escolhas goianas, quatro são lançamentos que tivemos muito orgulho de fazer: “Parte de nós” (Diego de Moraes e o Sindicato), “Umbando” (Umbando), “Seven” (Orquestra Abstrata) e “Passagem” (Mersault e a Máquina de Escrever). Confira abaixo:

Pata de Elefante e Space Monkeys – 08/01

Publicado por Agatha Couto Em 03 - janeiro - 2011 1 COMMENT

Acabou aquela história de janeiro ser parado, sem nada pra fazer. Para começar bem o ano, a Fósforo Cultural traz uma programação especial nos sábados do Metrópolis Retro. Para começar, nesse sábado, dia 08 de janeiro, tem show dos gaúchos do Pata de Elefante e dos goianos do Space Monkeys, mais os djs Lika Ramirez e Dinho (Ultravespa). A casa abre às 22h, e fica na Avenida 83 nº372, Setor Sul.

Para entrar na faixa, participe dos sorteios no twitter da Fósforo (@fosforocultural) ou na comunidade do Metrópolis no orkut.

PATA DE ELEFANTE (RS)

Trio que já foi considerado o melhor do rock instrumental brasileiro, formando por Daniel Mossmann (guitarra e baixo), Gabriel Guedes (guitarra e baixo) e Gustavo Telles (bateria). Com três discos e oito anos de estrada, já mostraram suas canções em festivais, teatros e casas noturnas Brasil afora. Em oito anos, a banda percorreu mais de três quartos do território brasileiro, passando pelo Acre, Pernambuco, Paraíba, Pará, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O novo álbum, “Na Cidade”, está disponível para download grátis no site da Trama Virtual: #mce_temp_url#

Para ouvir e saber mais: http://www.patadeelefante.com/

Twitter: @patadeelefante


SPACE MONKEYS
(GO)