Do Amor (RJ) no Metrópolis – 07/04

Publicado por Eduardo Carli Em 31 - março - 2011 ADD COMMENTS


“O disco Do Amor é um lembrete de toda beleza afundada pelo medo de não ser cool, de não caber no dial, de não estar na moda. (…) É como se os Talking Heads fossem de Belém do Pará, criados no Rio, de férias no Brooklyn. (…)
Do Amor é o tesão sem o qual não há solução.

RODRIGO AMARANTE

(Los Hermanos, Little Joy, Orquestra Imperial)


A banda carioca Do Amor conquistou, em cerca de 4 anos de estrada, um raro reconhecimento em meio à nova safra de artistas da MPB, que nos últimos anos têm sido enriquecida com muitos novos talentos (com destaque para Karina Buhr, Cidadão Instigado, Blubell, Guizado, Céu, Diego e o Sindicato, Mombojó, Apanhador Só, entre outros).

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Sem apego ortodoxo a nenhum gênero específico, o quarteto Do Amor investe na variedade e no ecletismo,  numa ampla jornada pelos ritmos tupiniquins e latino-americanos, sem preconceitos (nem mesmo contra o axé ou o heavy metal). Exploram “sambinhas deliciosos”, “afroxés-frevo”,  “skazinhos-dub safados” e misturebas de “carimbó, guitarrada e lambada” (para citar os termos do El Cabong), dentre outras irrotuláveis experimentações. E é com desenvoltura e senso-de-humor que arriscam os mais heterodoxos grooves, sem temor algum de serem taxados de “caras estranhos”, numa atitude aberta e lúdica remete ao trabalho dos Talking Heads, lá fora, e dos Novos Baianos, por aqui (o Pepeu Gomes, aliás, é homenageado pelos caras na canção “Pepeu Desceu Em Mim”).

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O disco homônimo Do Amor, lançado em 2010 e produzido pelo gabaritado Chico Neves (que já trampou com Los Hermanos, O Rappa, Lenine, Skank, Paralamas, dentre outros), consolidou no cenário este coletivo de músicos que,= individualmente já haviam contribuído intensamente com a música brasileira recente. É só lembrar que a banda que acompanha Caetano Veloso nos últimos anos, quando nosso célebre tropicalista lançou os álbuns (2006) e Zii e Zie (2009), conta com dois membros Do Amor: Marcelo Callado (bateria) e Ricardo Dias Gomes (baixo). Já Gabriel Bubu, guitarrista na Do Amor, foi uma espécie de 5º membro dos Los Hermanos. Completa a trupe o também muito requisitado Gustavo Benjão (guitarra). Os quatro músicos se revezam e se unem nos vocais, num raro caso de banda nacional em que todos os instrumentistas cantam.

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Em festa que celebra o aniversário de 5 anos do Circuito Fora do Eixo (que a Fósforo Cultural representa em Goiânia), o Do Amor  desdobrará seu rico leque sonoro no Metrópolis nesta quinta-feira, 07/04.  É a primeira apresentação do grupo na capital goiana desde o show no Goiânia Noise 2010. A discotecagem fica a cargo de Pablo Kossa e Angelo Martorell.

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Nos vemos lá?

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Fusile (MG) no La Bomba Latina – 01/04

Publicado por Eduardo Carli Em 28 - março - 2011 1 COMMENT


Poliglotas do timbre!

Retornando à Goiânia pela 1ªvez desde o memorável show no Vaca Amarela 2010, a banda mineira Fusile, de Belo Horizonte, anima a sexta-feira no Metrópolis com muita adrenalina numa noite de skazeira fina. É mais uma edição do La Bomba Latina. Hey ho? Let’s go!

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por Ana Alice Gallo

Sérgio Scliar (baixo) era o técnico de um estúdio de sonoplastia de uma escola de design. Convidou o aluno Shairon Lacerda (voz e guitarra) pra testar um microfone novo que a escola tinha comprado. Começaram a pirar na batatinha e, dessa viagem, anos depois, nasceu a Fusile [site oficial].

Um ska nervoso? Um punk temperado de metais e timbres nervosos? Um ovo e uma galinha. O EP de estréia dessa turma, The Coconut Revolution, tem recheio pra todos os gostos, do cru de garagem ao quentinho bem-arranjado. E isso tudo em uma única música, como “Blue Blood” ou “Combat Samba”. Tem vocais berrados em harmonia (?) e teclados que pontuam um naipe de metais, como os que marcam “No Puedo Pagar”.

Metais esses que, inclusive dão um tempero parecido com o que ouvimos em bandas carnavalescas como Los Hermanos – caso de “Le Fou”. Culpa do Rio de Janeiro, onde foram gravados? A semelhança, no entanto, é uma coincidência que se dissipa antes do fim da música, exatamente pela orquestra de referências que é possível absorver da audição do EP. Sem contar, é claro, a estrondosa qualidade do material, gravado e masterizado em milhões de etapas e com a ajuda de amigos bacanas, como preza a boa cartilha das boas bandas que se aventuram no do-it-yourself.

O resto você fica sabendo nessa alegre entrevista que fizemos com a trupe.

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Vocês tão na estrada há quanto tempo? Vcs são de Minas ou a banda se formou em Minas?

As experimentações com a banda, algumas músicas e conceitos existem desde 2007, mas o projeto ficou todo engavetado durante a maior parte desse tempo. Foi só em 2009 que fechamos a formação atual e começamos a concretizar as coisas. O processo de achar um grupo conciso pode ser demorado e complicado, mas acabou que rolou pro Fusile da melhor forma possível. A banda se formou em Belo Horizonte, e tudo começou com algumas gravações clandestinas no estúdio de sonoplastia de uma escola de design. Foi quando Sérgio Scliar (baixo), que era o técnico do estúdio em questão convidou o aluno Shairon Lacerda (voz e guitarra) pra testar um microfone novo que a escola tinha comprado. Aí, deu no que deu.

Quem faz o que na banda?

Ao vivo o Fusile funciona assim: Shairon Lacerda faz os vocais e a guitarra, Sérgio Scliar faz os baixos, Rafael Cocão o baterista, Henrique Lemmox no saxofone, Ygor Rajão no trompete, teclados e “unas cositas más”. Todo mundo faz backing vocals e todo mundo dá “pitaco” no de todo mundo.

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<<< faça o download do EP de estréia dos caras, Coconut Revolution >>>

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É o EP de estreia?

Sim. É o Coconut Revolution nosso primeiro registro oficial dessa primeira etapa do Fusile.

A maior parte do EP foi gravado na casa do Cocão (batera) pelo Grilo (Rodrigo Aires), esvaziamos alguns quartos e montamos uma estação de trabalho provisória.

O Grilo fez um investimento no equipamento dele pra gravar o disco, comprou uns pré-amplificadores e microfones legais, isso foi muito bom, porque possibilitou uma série de experimentações até acharmos a sonoridade ideal pro disco. Montado o QG, a parte divertida foi incomodar alguns vizinhos com gritos e guitarras no talo. A ocupação da residência durou quase uns dois meses, e foi durante essa estadia na casa do Cocão que batizamos o disco com o mesmo nome de um documentário sugerido pelo Cocão como inspiração pra banda, “The Coconut Revolution” ou “A Revolução dos Côcos”.

A gravação do disco sofreu alguns hiatos devido à saída de dois integrantes da banda, ficamos com receio disso esfriar a parada, mas as gravações foram retomadas com a entrada do Ygor Rajão (trumpete) e Henrique Lemmox (Saxofone) com todo calor que o Fusile demanda.

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Ouça as músicas do EP do Fusile na rádio abaixo!

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A bateria foi o primeiro instrumento a ser gravado “valendo”, a gravação foi no studio Solo e foi a base pra todos os instrumentos. Na gravação dos metais, resolvemos fazer uma mistura de trabalho e férias e passamos uma semana no Rio de Janeiro, ensaiando e inspirando o clima de carnaval pro disco, as gravações foram feitas no studio Lontra.

Terminadas as gravações, o material foi mixado pelo Stanley Soares, um amigo de infância do Sérgio (baixo) que atualmente produz o Sepultura, o que é um orgulho pra gente, pois somos fãs da banda e porque é todo mundo de BH: o Sepultura, o Stanely, o Jean Dolabella que acabou de dar um gás novo no Sepultura… pô, o Shairon faz aula com o pai do Jean, o Max Dolabella. É muito legal sentir essa proximidade, é muito legal ter um material foda feito com a contribuição dos vizinhos. O Stanley faz um trabalho impecável e ficamos muitos satisfeitos com a parceria.

A fase final da produção do disco se encerrou há poucas semanas, quando o disco foi finalmente masterizado pelo produtor Mad Zoo, que teve a manha de dar uma super pressão no disco e deixá-lo pegando fogo.

Nota: “The Coconut Revolution”, o documentário, relata a luta do povo de Bougainville (ilha do pacífico anteriormente pertencente a Papua Nova Guiné) contra a mineradora inglesa multinacional Rio Tinto Zinc, e depois por sua independência. Os moradores da ilha expulsaram, pelo uso da sabotagem, a mineradora, depois expulsaram o exército de Papua, e depois o exército da Austrália, depois mercenários contratados. Sofreram um cerco de 7 anos (a população é de aproximadamente 150 mil) e inventaram meios alternativos para sobreviverem (energia elétrica, combustível, comida, remédios…), tudo a partir de cocos.

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Já tem mais músicas na manga prum próximo álbum?

Sim, várias. O show atual tem 11 músicas e ainda tem um monte “na fila de espera”, já estamos fazendo as pré-produções de algumas dessas músicas que devem sair no segundo semestre na forma de EP ou talvez um disco completo. Ainda não sabemos, vai depender do nosso capital disponível para as gravações e produções.

Como é o show da banda? Rolam só próprias ou tem covers também?

Nós nos concentramos nas nossas músicas e isso tem sido suficiente pra ganhar a atenção da galera. Em alguns shows nós já tocamos a “Tango do Covil” do Chico Buarque em uma versão adaptada pro Fusile. Mas até estamos à procura de uma música pra fazer uma versão, mas a gente sempre acaba se enrolando na hora de decidir o que vai ser e acaba deixando pra depois.

Quem vcs citariam como principais influências da banda? Eu ter ouvido Los Hermanos num ska cantando em francês foi puro truque da minha imaginação ou a banda reverencia Camelo, Amarante & Cia?

O som do Fusile, por ser bem híbrido, não facilita o trabalho de rotular, mas as pessoas sentem uma estranha necessidade de nomenclaturas. Nessas tentativas de definição somos comparados às mais diversas bandas e estilos musicais, do stoner rock do Queens Of The Stone Age ao Tropicalismo dos Mutantes, passando por Arctic Monkeys, Brian Setzer, Dead Kennedys, Specials, Clash e até Jorge Mautner. Enfim, encaramos as comparações como elogios, geralmente as pessoas comparam com coisas que elas gostam, é aí que elas buscam a “aprovação” ou a legitimação do som que fazemos.

Sobre a comparação com os queridos “Hermanos”, acho que em alguns momentos o Fusile compartilha das mesmas influências, o samba, o carnaval, o circo, o cabaret, mas em momento algum pretendemos compartilhar o mesmo rótulo ou até mesmo soar como eles. Algumas influências podem ser as mesmas, mas a abordagem e a interpretação é completamente diferente. O Fusile não tá aqui pra falar de amor, tá aqui pra azucrinar! Haha!

No final das contas, nós nos deixamos influenciar por tudo que escutamos, assistimos, vivemos. Se eu quiser ouvir a Fusile fora da internet, onde eu posso ir?

Nos últimos meses tocamos em vários eventos legais em Belo Horizonte, a maioria produzido pela 53HC Produções. Com isso tivemos oportunidade de dividir o palco com grandes bandas como Cachorro Grande, Black Drawing Chalks, Copacabana Club, B-Negão, Móveis Coloniais de Acaju, o que tem sido uma experiência bem legal. Também já tocamos no Circo Voador no Rio de Janeiro, onde também fomos muito bem recebidos.

O que é mais difícil: cantar em francês, compor em inglês ou fazer sucesso no Brasil?

Compor rock em inglês é fácil, é o caminho natural da coisa, o inglês é a língua “nativa” do rock, assim como o português é a língua do samba e da bossa nova. Mas nada impede de fazer um samba em inglês e um rock em português se o compositor sentir que essa é a melhor decisão pra música em questão, na real, o que importa é o feeling, a pegada. Se a coisa tá conceitualmente e esteticamente soando melhor em espanhol a gente canta em espanhol, se for francês, inglês ou português… e por aí vai, não é uma dificuldade, pelo contrário, é diversão, experimentação, interpretação. Até então temos nos dado bem com os idiomas e com o público que tem feito de nossos shows um legítimo sucesso! A cena independente do Brasil tem melhorado muito e nos recebido de braços abertos.

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Dinamites no Bolshoi Pub – 31/03

Publicado por Eduardo Carli Em 25 - março - 2011 ADD COMMENTS

O rockabilly, filho bastardo que o rock teve com o country (outrora conhecido como hillbilly), é um dos estilos mais contagiantes (e topetudos) dentro do universo rock’n'roll. O quarteto brasiliense Os Dinamites, que não teme mesclar nitroglicerina e adrenalina, é uma das bandas brazucas que mantêm vivíssima esta tradição que teve em Carl Perkins, Bill Haley e Eddie Cochran alguns de seus ancestrais desbravadores. Após ter recebido novo gás  e uma roupagem modernosa através de grupos como Stray Cats, The Cramps e Reverend Horton Heat, o rockabilly invadiu o século XXI e prossegue levantando a bandeira “Elvis Não Morreu!”
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Nesta quinta-feira (31/03), o Bolshoi Pub e a Fósforo Cultural têm a honra de promover a festa Máxxxima Rockabilly,  que trará muita sonzeira rocker dos anos 50 e 60 bombando nas caixas de som e o show de lançamento do EP dos Dinamites. Pulsantes covers de clássicos do estilo dividirão espaço com o material autoral do grupo brasiliense, com destaque para “divertidas composições românticas-canastronas flambadas a Whiskey”. O baixão acústico, o sax alucinado e a guitarrinha vintage prometem dinamitar qualquer grão de apatia e levar o público por uma divertida viagem pelos primórdios do rock e seus maiores ícones.

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Manchester X Liverpool

Publicado por Fósforo Cultural Em 22 - março - 2011 ADD COMMENTS

Um duelo musical será travado nesse sábado, dia 26, no Metrópolis. No ringue, a influência musical das cidades Manchester e Liverpool, da Inglaterra, disputando os corações apaixonados por monstros sagrados da música vindos de Liverpool (Beatles e, mais recentes, The Zutons, Clinic, Ladytron e The Coral ) e de Manchester (Joy Division, Oasis, Happy Mondays, Chemical Brothers e The Smiths). Para acirrar a batalha, as guitarras do Barfly e The Neves (DF) vão fazer bonito representando duas das cenas culturais mais ricas do mundo.

A festa começa às 22h30. Quem chegar até meia noite paga R$ 10 e, depois, R$ 15.

Níver Fábrica com Cega Machado – 18/03

Publicado por Eduardo Carli Em 15 - março - 2011 ADD COMMENTS

A Fábrica Cultura Coletiva, “goma” que abriga uma série de coletivos culturais goianos (Fósforo, Panacéia, Zebrabold, CUFA, Casulo, Lúdica Projetos e Eventos Culturais e Mais Um Associação Cultural…),  está comemorando um ano de existência. A festa de aniversário da Fábrica vai rolar no Metrópolis nesta sexta, dia 18/03, com o agito sonoro à cargo dos DJs Pablo Kossa e Dyskreto e do riquíssimo caldo instrumental da banda Cega Machado

Batizada em homenagem a uma árvore típica do cerrado que possui madeira muito resistente, o Cega Machado “se propõe a criar música contemporânea instrumental, a partir da utilização dos diversos ritmos característicos das manifestações culturais brasileiras, em uma síntese musical própria. Com ênfase na percussão afro-brasileira e no regionalismo do centro do Brasil, que inclui ritmos que vão desde a catira, congada, pagode de viola, cururu, baião, frevo, maracatu, samba e afoxé” (segundo a bio da banda no MySpace).

Parabéns à Fábrica e nos vemos na festa!!!


Cega Machado Ao Vivo No Goiânia Ouro

Grito Rock 2011: Um Carnaval do Barulho!

Publicado por Eduardo Carli Em 14 - março - 2011 5 COMMENTS

A matemática impressiona: em 2011, nada menos que 130 festivais Grito Rock acontecem em 9 países, um aumento significativo em relação aos 80 eventos realizados no ano passado. É uma genuína “obra faraônica” da cultura independente, possibilitada por coletivos fora-do-eixo, articulados e em intensa comunicação, que coordenam esforços para catalisar a efervescência artística de maneiras poucas vezes antes concretizada ao Sul do Equador.
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Em sua grandiosa edição Goiânia, o maior festival integrado da América Latina estremeceu os alicerces do Centro Cultural Martim Cererê no fim-de-semana de Carnaval. Para todos aqueles que procuravam emoções mais intensas do que os tradicionais sambas-enredo e desfiles de escola, o evento forneceu uma alternativa do barulho para fugir do clichê. Com presença massiva e entusiasmada do público, a 5ª edição anual consecutiva do Grito que a Fósforo organiza na capital goiana contou com 29 shows e a presença de mais de 1.000 “foliões” em cada dia de festa.
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TrivoltzNo sábado, 05/03, 14 bandas (*) mostraram seu som no Teatro Pyguá. Houve espaço de sobra na “matinê” para bandas novas “debutarem” num grande festival: caso de West Bullets, Bohemians, Overfuzz e Riverbreeze.
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O stoner rock nervoso e garageiro dos Hellbenders eletrizou o público com doses cavalares de distorção e empolgação. O Chimpanzés de Gaveta fez erguer-se no povo o coro “Que beleza!”, de Tim Maia, durante seu denso groove samba-rock. A Radiocarbono, que acaba de lançar seu álbum de estréia, destilou sua fina versão da MPB que remete a Jorge Ben, Mundo Livre S/A e muito mais. O power-trio Trivoltz e os anapolinos do Evening mostraram outras vertentes do variado e heretogêno cenário rocker goiano.
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Já o Space Monkeys, apelidado de “Foo Fighters do cerrado” pela sua mistura de guitarras densas e melodias memoráveis, mostrou estar em plena ascendente. O disco de estréia destes símios espaciais, que está em processo de gravação, promete. A garageira “stooge” do Black Queen também empolgou, apesar da banda ter sido prejudicada por dois rápidos apagões da energia elétrica. Consolo: o show ficou com cara de ópera-rock em 3 atos, algo à la The Who. Já o Ultravespa, com seu róque desencanado de pendores sessentistas fez bonito com seu som meio Kinks, meio Cascavelettes.
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Principal convidado de outro estado neste dia, o Revoltz mostrou seu indie-rock em português com figurinos excêntricos: um charmoso cocar indígena decorava a cabeça da tecladista. Fechando a noite, o headliner Black Drawing Chalks, tinindo e trincando, com muita experiência sobre os palcos, mostrou toda a potência de seu rock’n'roll em lindas “fritações”. O lançamento recente do 1º álbum ao vivo, Live in Goiânia, sedimenta os Chalks como uma das mais fortes do rock brasileiro atual.
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EXTREMO E NO TALO

Mugo


No domingão, o festival ganhou em peso e violência: era o lançamento do Fora do Eixo ao Extremo, “sub-circuito criado com base na tecnologia do Circuito Fora do Eixo com o intuito de estruturar e dar vazão a bandas de estilos mais pesados como o Hardcore, Punk, Metal e suas vertentes”. Tomado pelas camisetas-preta e pelas rodinhas-de-pogo, o Cererê foi palco de um intenso carnaval “do capeta”.

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Dentre as bandas locais que começam a fazer-se notar, destaque para o estrondoso Aurora Rules, que conquistou o vasto público com uma apresentação cativante, e para promessas goianienses como Antes do Fim, Critical Strike, Coerência, A Ultima Theoria, Tape, Trinitro e Monster Bus. O Sangue Seco, que honra o punk brazuca clássico à la Cólera e Olho Seco, mostrou ser uma das melhores bandas brasileiras do estilo. Já o Deadly Curse, respeitada no cenário heavy metal da cidade, fez a alegria dos headbangers.

* * ** * *Galinha Preta

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Duas visitas da capital federal rechearam o line-up: o Galinha Preta voltou à Goiânia (da última vez, haviam tocado no Goiânia Noise 2010) para mostrar seu hilário e serelepe hardcore revoltado em que expõem o lado podre de Brasília (e do Brasil). Um dos principais representantes da cena punk brasiliense, o Galinha é como a Candangolândia lançando pedrada no Plano Piloto.

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Já os caras do Valdez, com raízes no grunge, no stoner e no garage-rock, voltaram para Brasília dizendo-se “muito satisfeitos com o show de Goiania”. Como aponta Diego Mendes, “deu um público bacana que não conhecia a banda e agitaram no show! Valeu aos roqueiros goianos pelas rodas de pogo e principalmente a Fosforo Cultural pela atenção e paciência com a gente. Outra coisa que vale a pena ser dito foi a puta estrutura de som do festival. Foi com certeza a melhor aparelhagem em que já tocamos!”
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Vindos de Uberlândia-MG e descendo a “highway to hell” desde 1993, o Uganga fez um show nervosíssimo, aquecendo os motores para a quebradeira final do Mugo, banda esta que prepara o sucessor de Go To The Next Floor e agitou a galera para muito headbangin’, roda de hardcore e “corredor da morte”. Durante todo o Grito Rock!, camisetas do Mugo foram vistas em profusão, e na hora de encerrar o festival o banda fez jus à sua crescente base de fãs e provou que, mesmo tocando às 3 da matina, após uma maratona de música, é capaz de levantar até defunto.
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É bom frisar ainda que, em Goiânia, o público é um espetáculo à parte. As rodas de hardcore, o headbangin’ e os stage divings foram intensos e empolgados durante o festival. Mas tudo na maior camaradagem e sem a mais remota sombra de treta ou contusão. A variedade das camisetas também é outro indício de que várias tribos de roqueiros souberam conviver e curtir sem se bicar: bandas como Tool, Metallica, Suicidal Tendencies, Misfits, Dead Kennedys, Transplants, Leptospirose, Katatonia, Dio, Rise Against, Avenged Sevenfold, Blind Guardian, dentre muitas outras, tiveram sua “representação”. Alguns “ícones pop” também marcaram presença nas estampas: caso dos onipresentes Seu Madruga e Mussum. Até pais e filhos deram as mãos para curtir a energia bruta (raw power!) do festival, como prova o paizão que pogou com o filhinho duns 3 anos nos ombros.

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O saldo final, para público e bandas, para a cultura independente goiana e latino-americana, foi imensamente positiva. O Grito se fortalece com as novas vozes que vão continuamente se unindo ao coro. E tudo indica que este grito coletivo ressoará cada vez mais alto.
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CONFIRA ALGUNS VÍDEOS:
Chimpanzes de Gaveta
Radiocarbono
Sangue Seco
Galinha Preta
Mugo
Space Monkeys
Black Queen
Black Drawing Chalks

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ÁLBUNS DE FOTOS:
- GOIÂNIA ROCK CITY
- FACEBOOK DE RENATO REIS
- FACEBOOK DE EDUARDO CARLI

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CONFIRA AINDA:
- MIXTAPES (DOWNLOAD E STREAMING)